Cidades

Profissionais do Hospital Estadual de Santana recebem treinamento de especialistas do Hospital Sírio-Libanês

Consultoria do projeto Lean nas Emergências encerra segundo dia de capacitação voltada à otimização de leitos e melhoria do fluxo de atendimento da unidade


 

O Governo do Amapá encerra nesta quinta-feira, 21, o segundo dia de treinamento sobre gestão de leitos no Hospital Estadual de Santana (HES), conduzido por especialistas do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. A capacitação integra o projeto “Lean nas Emergências”, iniciativa do Ministério da Saúde voltada, alinhada com a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), visando à redução da superlotação e à melhoria do fluxo hospitalar.

 

A proposta busca otimizar o tempo de internação, fortalecer a comunicação entre as equipes e garantir maior rotatividade dos leitos, sem comprometer a recuperação dos pacientes. O objetivo é tornar o atendimento mais ágil, seguro e eficiente desde a entrada até a alta hospitalar.

 

Segundo o diretor do HES, Jailson Corrêa, a unidade já está na quarta visita técnica da consultoria, que terá duração de um ano.

 

“A iniciativa busca organizar fluxos internos, implantar ferramentas de gestão e reduzir o tempo de resposta aos pacientes, garantindo mais eficiência no atendimento de urgência e emergência”, destacou.

 

Alta médica segura

O médico consultor do projeto Lean nas Emergências, Leonardo Medeiros, explicou que o foco desta etapa foi discutir estratégias para melhorar o giro de leitos e agilizar a resolução das pendências dos pacientes durante a internação.

 

“A ideia é garantir uma alta mais segura e no momento correto, permitindo que o leito seja utilizado de forma mais efetiva”, afirmou.

 

O enfermeiro Augusto Monteiro, ponto focal do projeto no HES (especie de intermediador entre as instituições e as equipes), ressaltou que ferramentas como o “huddle”, modelo de comunicação rápida entre os setores, já ajudam a identificar demandas urgentes e alinhar soluções em tempo real. O hospital também implantou metodologias de organização e monitoramento para reduzir o tempo de espera e tornar o fluxo hospitalar mais eficiente.

 

“Outra estratégia aplicada é o programa 5S, voltado à organização dos ambientes hospitalares, além do chamado ‘diagrama de espaguete’, utilizado para mapear o percurso do paciente dentro da unidade e identificar etapas que provocam atrasos em exames, diagnósticos e atendimentos. O trabalho também fortalece a atuação do Núcleo Interno de Regulação (NIR), responsável pelo acompanhamento de vagas, transferências e encaminhamentos clínicos e de UTI, reduzindo o tempo de permanência dos pacientes à espera de leitos”, destaca o enfermeito.

 

Atualmente, o pronto-socorro adulto do HES conta com cinco leitos de trauma, 12 leitos de decisão clínica e quatro leitos de sala vermelha. A clínica médica possui 29 leitos de internação e seis infantis. Já o setor pediátrico dispõe de 33 leitos de observação e decisão clínica.

 

 


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