Operação Mulher Segura continua até dezembro, diz delegado de polícia
Mobilização integrada das forças de segurança e parceiros combate violência de gênero através de cumprimento de mandados de prisão contra agressores, fiscalização de medidas protetivas e campanhas de prevenção e educativas

Douglas Lima
Editor
Mobilização nacional do Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Mulher Segura, neste ano na segunda edição, é coordenada, no Amapá, pela Sejusp, que realizou cerimônia, segunda-feira, 1, para lançar o movimento com a finalidade de combater a violência de gênero através de cumprimento de mandados de prisão contra agressores, fiscalização de medidas protetivas e também por meio de campanhas de prevenção e educativas.
Na manhã desta terça-feira, 2, o delegado Felipe Rodrigues falou sobre a Operação, no programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9), antecipando que ela será estendida até dezembro do corrente ano. Ele é titular da Delegacia de Polícia Civil de Porto Grande, mas veio para Macapá especialmente para atuar na mobilização, baseado na Casa da Mulher Brasileira, zona norte da capital. O policial destacou que a ação é executada pelas forças de segurança, integradas, e órgãos parceiros.
Felipe Rodrigues observou que a violência doméstica não ocorre somente contra a mulher, mas que também atinge a criança e o adolescente. Segundo ele, vive-se a sensação de que os casos de violência à mulher aumentaram, mas, conforme disse, o que aumentou foi o número de registros das ocorrências, antes não feitos por falta de esclarecimento da mulher que hoje é alcançada até nos locais de mais difícil acesso pela rede de órgãos que a protege.
O delegado Felipe aconselhou que é importante denunciar, não só através da vítima, mas também pelo parente, amigo, vizinho. No Amapá, segundo o delegado de polícia civil, Macapá e Santana, os dois maiores municípios do estado, também detêm os maiores índices de violência contra o sexo feminino.
A autoridade policial ressaltou que a violência doméstica não se dá apenas fisicamente, mas também sexual, patrimonial e psicologicamente. Ele chamou a atenção para casos em que é aceita a união, por exemplo, de um homem de idade avançada com uma menina de 12, sob a alegação de que isso é costume.
“Isso, na verdade, é crime. Uma menina dessa idade ainda não tem o desenvolvimento necessário para manter uma relação conjugal. Não se pode colocar o cultural como algo acima da lei”, interpretou o delegado de polícia civil, para quem à menor de idade deve ser dada a oportunidade de se desenvolver de forma correta.
Felipe Rodrigues reforçou que a operação policial ora em andamento tem a mulher como núcleo principal, sendo ela mãe, filha, avó, criança, adolescente ou adulta. Orientou que o básico para fazer denúncia é ligar para o número 180, principalmente em casos de flagrante, e para o número 100 na necessidade de pedido de medida protetiva. Outra providência é ir à Delegacia de Polícia mais próxima.
Por fim, o delegado Felipe Rodrigues falou dos crimes virtuais, cujo combate, pontuou, hoje está passando por um processo de regularização, porém já com algumas definições, como a pena de até dez anos de reclusão para quem divulgar vídeos de cenas íntimas, praticando também o crime, para a Justiça, aqueles que compartilham as imagens.
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