Nota 10

Renivaldo Costa lança novo livro sobre histórias pouco conhecidas do Amapá em evento no Salão Di Vetro

Publicação chega ao público com o apoio do mandato do senador Randolfe Rodrigues, da Prefeitura de Macapá e da Câmara Municipal de Macapá


 

No próximo dia 26 de junho, o jornalista, escritor e pesquisador Renivaldo Costa lançará sua mais nova obra, As Histórias da História do Amapá – Relatos e Memórias que Não Estão nos Livros Oficiais, publicada pelo Conselho Editorial do Senado Federal e integrante da coleção Edições do Senado Federal. O evento acontecerá no Salão Di Vetro, em Macapá, reunindo convidados, pesquisadores, autoridades, jornalistas e amantes da história amapaense.

 

A publicação chega ao público com o apoio do mandato do senador Randolfe Rodrigues, da Prefeitura de Macapá e da Câmara Municipal de Macapá. O livro já integra o catálogo oficial da Livraria do Senado e pode ser adquirido em versão impressa com frete gratuito ou baixado gratuitamente em formato digital. No lançamento, exemplares serão distribuídos aos convidados.

 

Com 140 páginas, a obra reúne episódios curiosos, personagens marcantes, lendas, conflitos políticos, disputas internacionais e relatos de memória coletiva que ajudam a compreender a formação histórica e cultural do Amapá. Segundo o autor, o objetivo é dar voz às narrativas que muitas vezes ficaram à margem da história oficial.

 

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Curiosidades que o leitor encontrará no livro

Entre os relatos mais surpreendentes está a história da República do Cunani, um país que existiu mais na imaginação de aventureiros franceses do que na realidade, chegando a possuir bandeira, moeda própria, ministérios instalados em Paris e até um presidente vitalício que jamais pisou na Amazônia.

 

Outra narrativa instigante aborda o período em que nazistas tentaram estabelecer uma colônia na região do Jari, nos anos 1930. A obra recupera detalhes da expedição alemã liderada por Joseph Greiner e explica como o projeto fracassou em meio às dificuldades impostas pela própria Amazônia.

 

O livro também revela que Macapá já sonhou em ter um monumento erguido exatamente na “esquina” entre o rio Amazonas e a Linha do Equador, projeto previsto no primeiro plano urbanístico do então Território Federal, mas que nunca saiu do papel.

 

Entre os capítulos mais emblemáticos está a reconstituição do Contestado Franco-Brasileiro, disputa que colocou França e Brasil frente a frente pela posse de uma vasta região amazônica e que transformou Cabralzinho em herói nacional.

 

A obra ainda resgata histórias da educação no antigo Território Federal, a trajetória do Ieta, memórias da Colônia Penal de Clevelândia do Norte, relatos sobre o Curiaú, além de perfis de personalidades como Fernando Canto, Hélio Pennafort, Sacaca, Elson Martins e Sulamir Monassa.

 

Memória além dos documentos

Prefaciado pelo senador Randolfe Rodrigues, presidente do Conselho Editorial do Senado, o livro é definido como uma obra que recupera “aquilo que a história oficial deixou à margem”, valorizando relatos orais, personagens anônimos e episódios que ajudaram a construir a identidade amapaense.

 

Para Renivaldo Costa, a memória de um povo não está apenas nos documentos, mas também nas histórias transmitidas de geração em geração, nas conversas de beira de rio e nos acontecimentos que sobrevivem na lembrança coletiva. Essa é a essência da obra: revelar um Amapá múltiplo, humano e surpreendente.

 


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