Consultoria diz que exploração da Margem Equatorial precisa de US$ 42 bi
Oxford Economics avalia que o Brasil pode tornar-se um dos cinco maiores produtores mundiais de petróleo com o desenvolvimento da região

O desenvolvimento das reservas de petróleo na Margem Equatorial requer investimentos de US$ 42 bilhões, distribuídos ao longo dos sete primeiros anos de exploração, conforme estimativas divulgadas nesta terça-feira (9) pela consultoria Oxford Economics. A informação é da CNN Brasil.
Em relatório assinado pelos economistas Felipe Camargo e Jack Reid, o pico da produção na Margem Equatorial é projetado para a segunda metade de 2035.
De acordo com eles, o “break even” da exploração gira em torno de US$ 25 a US$ 30 por barril. Ou seja, sempre que o petróleo estiver acima de tal valor no mercado internacional, haveria lucro na operação.
A Oxford Economics calcula que, ao desenvolver essas reservas, o Brasil pode entrar na lista dos cinco maiores produtores mundiais de petróleo — atrás apenas Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Canadá.
Há uma perspectiva de até 10 bilhões de barris de petróleo recuperáveis na região, segundo o relatório. A produção pode passar dos atuais 3,8 milhões de barris/dia para cerca de 5 milhões.
O impacto no PIB, segundo a consultoria, ficaria entre 0,8% e 1,1% por ano até 2050 — dependendo do volume total das reservas. Isso já considera os efeitos indiretos sobre a cadeia produtiva e o restante da economia.
Deixe seu comentário
Publicidade
