Entrevista

José Roberto Marques destaca inteligência emocional e empreendedorismo durante passagem por Macapá

Especialista em desenvolvimento humano participou de imersão na capital amapaense e falou sobre potencial da mente, prosperidade e o futuro econômico do estado.


 

Cleber Barbosa
Da Redação

 

Diário do Amapá – Olha só, pessoal, que presença luxuosa aqui em Macapá: José Roberto Marques, que por aqui no evento todo mundo chama de Zé. Inclusive, ele coloca lá no telão “Casa do Zé”. A ideia é compartilhar, né? Você faz isso com maestria, compartilhando sua experiência empreendedora. Os números estão aí: mais de 70 livros publicados e cerca de 5 milhões de pessoas impactadas. E chegou a vez de Macapá?

José Roberto Marques – Chegou a vez de Macapá. Aos 59 anos de vida, depois de criar esse movimento há 27 anos, estou aqui em Macapá. Olha que lindo! Estou muito feliz porque encontrei uma recepção incrível, pessoas muito calorosas e receptivas. Eu adoro compartilhar conhecimento em lugares onde as pessoas se mostram abertas para aprender, e aqui encontrei exatamente isso. São pessoas que estão se permitindo mergulhar profundamente nesse processo, e o resultado está sendo maravilhoso.

 

Diário do Amapá – Os especialistas costumam dizer que a gente não explora nem metade da capacidade do nosso cérebro. Nessa imersão que você promove, as pessoas saem emocionadas, muitas vezes transformadas. É justamente essa capacidade escondida que você procura despertar?

José Roberto Marques – Quase ninguém consegue entender que a mente humana e a psique humana funcionam como três vozes dentro da nossa cabeça. Normalmente, as pessoas reconhecem apenas uma delas e acreditam que ali está todo o seu poder. Essa voz é a mente consciente, que representa apenas de 5% a 10% do potencial que possuímos. Aqui eu ensino as pessoas a acessarem as outras vozes: a competência inconsciente, o eu que protege e o eu que sente. Quando isso acontece, a pessoa consegue utilizar muito mais da sua capacidade mental.

Quando aprendemos a ativar essas áreas, lembramos mais, sentimos mais e nos emocionamos mais. Uma das minhas maiores habilidades é ensinar as pessoas a meditarem de forma guiada, através do mindfulness. Diferente da ideia de não pensar em nada, nós aprofundamos o pensamento. Voltamos no tempo, revisitamos a nossa história e buscamos as memórias de maior impacto emocional. Afinal, quem somos nós senão o resultado das nossas memórias mais marcantes? São elas que moldam nossa personalidade, nossas decisões e a forma como enxergamos a vida.

 

Diário do Amapá – Então essa é a essência da chamada inteligência emocional?

José Roberto Marques – Exatamente. Quando você ativa mais áreas do cérebro, compreende melhor o que acontece dentro de você e desenvolve discernimento sobre seus sentimentos e reações, consegue encontrar mais equilíbrio. Isso leva ao autoconhecimento e, consequentemente, a resultados melhores em todas as áreas da vida.

 

Diário do Amapá – Você também fala muito sobre a chamada mente milionária. O Amapá vive atualmente uma expectativa muito grande em relação à exploração de petróleo na Margem Equatorial. Isso desperta sonhos maiores na população. Mas existe toda uma cadeia econômica envolvida, muito além das plataformas. Como você enxerga esse momento?

José Roberto Marques – Uau, meu Deus! Quando pensamos no petróleo, pensamos imediatamente na extração, mas a pergunta é: para onde esse petróleo vai? Ele movimenta carros, empresas, transportes e gera uma cadeia gigantesca de oportunidades. Mas eu também gosto de refletir sobre o que realmente significa riqueza e prosperidade. Será que prosperidade tem a ver apenas com dinheiro e recursos naturais? Ou será que também envolve felicidade, realização e qualidade de vida?

Muitas vezes buscamos apenas as coisas materiais, mas a felicidade está nos momentos, nas experiências e nas vivências. Então eu devolvo a pergunta: o que é ser próspero? É possuir bens? É viver com felicidade? Ou é conseguir unir as duas coisas?

 

Diário do Amapá – O Amapá está vivendo justamente uma virada de chave. O estado surgiu como território federal em 1943 impulsionado pela mineração de manganês. Depois desse ciclo econômico, passou décadas muito dependente do serviço público. Hoje, no entanto, a iniciativa privada já é a principal geradora de empregos. Isso é um bom sinal?

José Roberto Marques – Com certeza. Imagine uma economia baseada exclusivamente no funcionalismo público. Ela acaba sendo limitada. Quando surge o empreendedor, quando aparece o brasileiro criativo e trabalhador disposto a inovar, novas riquezas são criadas. Eu fico muito feliz em saber que o Amapá já possui uma força econômica que vai além do setor público. Isso demonstra amadurecimento e abre caminho para um futuro de mais oportunidades.

 

Diário do Amapá – Você fica mais quantos dias por aqui?

José Roberto Marques – Vou embora hoje. Este é meu terceiro dia em Macapá, porque amanhã, às 9 horas da manhã, começa o evento “Desperte Seu Poder”, em Belém.

 

Diário do Amapá – Maravilha, Zé. Obrigado por compartilhar todo esse conhecimento com os amapaenses.

José Roberto Marques – Eu que agradeço. É sempre um enorme prazer poder compartilhar conhecimento com as pessoas. Gratidão.

 

Perfil

José Roberto Marques é um dos principais nomes do coaching no Brasil, fundador e presidente do IBC (Instituto Brasileiro de Coaching) Site Oficial IBC. Ele é amplamente reconhecido como um dos pioneiros na difusão da metodologia de coaching e desenvolvimento humano no país, atuando também como escritor, palestrante e mentor.

PRINCIPAIS ESPECIALIDADES
Os principais pilares de sua trajetória incluem:Instituto Brasileiro de Coaching (IBC): Fundado por ele, o instituto é uma das instituições de formação de coaches mais renomadas do Brasil, oferecendo certificações reconhecidas internacionalmente.
Autor e Palestrante: É autor de diversos livros de sucesso voltados para o autodesenvolvimento, inteligência emocional e liderança, como “Desperte o seu Poder Infinito” e “O Poder da Ação”.Metodologia Comportamental: Seus treinamentos e conteúdos focam no aprimoramento contínuo, na inteligência emocional e na aplicação prática de ferramentas de Programação Neurolinguística (PNL) e psicologia positiva.

 

 


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