Perfuração na Foz do Amazonas deve levar o dobro do tempo previsto
Petrobras indica que o trabalho pode durar dez meses e ser concluído apenas em agosto

A Petrobras comunicou ao Ibama que prevê concluir a primeira perfuração em águas profundas na Bacia da Foz do Amazonas, costa do Amapá, até 7 de agosto. A informação é da Agência Eixos.
Caso a projeção se confirme, a campanha do poço exploratório Morpho vai durar dez meses, o dobro dos cinco meses previstos inicialmente.
No momento, a companhia está a mil metros do objetivo do poço, iniciando a sexta fase da perfuração, disse a presidente da estatal, Magda Chambriard, a jornalistas na noite de quinta-feira (11).
“Perfurar na Guiana até de cabeça pra baixo a gente faz, agora quero ver perfurar na Foz do Amazonas, com a correnteza atrapalhando”, disse no evento de lançamento da Seleção Petrobras de Jornalismo, no Rio.
Parte do atraso se deve a um incidente no começo de janeiro, quando a estatal precisou interromper a atividade por mais de um mês, após o vazamento de 18.440 litros de fluido de perfuração.
Na época, a estatal destacou que a ocorrência não oferecia riscos à segurança da perfuração e que o fluido vazado era biodegradável.
A previsão inicial da estatal era que o custo desse poço na costa do Amapá ficaria em R$ 842,4 milhões.
Entretanto, o atraso — e a multa decorrente do incidente — podem encarecer o projeto.
Grande aposta da Petrobras para a reposição de reservas de petróleo nos próximos anos, a exploração na Bacia da Foz do Amazonas teve início em outubro de 2025, depois de um controverso processo de licenciamento ambiental.
A estatal demorou mais de cinco anos para conseguir a autorização do Ibama para a atividade e teve, inclusive, o primeiro pedido de licenciamento negado, em 2023, o que demandou aprimoramentos no processo.
A área ambiental do governo é contra a abertura da nova fronteira exploratória na Margem Equatorial.
O presidente Lula (PT), no entanto, defende a exploração na região: “Nós vamos ocupar. Vamos explorar petróleo com a maior responsabilidade”, afirmou ao citar a Margem Equatorial em evento na Refinaria de Paulínia (Replan), em maio.
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