Cidades

Multada por fraude em contrato do INSS, Ativa System Brasil continua com status de inidônea na CGU

O governo do Amapá tem contrato antigo com a empresa, mas afirma que acompanha a situação junto à CGU


 

A empresa Ativa System Brasil Segurança Eletrônica e Telecom Ltda., penalizada pela Controladoria-Geral da União (CGU) por irregularidades em contratos de vigilância eletrônica firmados com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), continua com o status de inidônea junto ao órgão de controle federal.

 

No Amapá, o governo do estado, que mantém contrato com a empresa, afirma acompanhar a situação com atenção e adotar as medidas necessárias para resguardar o interesse público e evitar qualquer tipo de irregularidade na execução contratual.

 

A sanção aplicada pela CGU foi publicada no Diário Oficial da União no início deste ano e resultou em multa de R$ 36,8 milhões, além da declaração de inidoneidade da empresa e da proibição de contratar ou participar de licitações no âmbito da União pelo período de cinco anos.

 

Apesar da penalidade, a Ativa System segue responsável pelo serviço de monitoramento eletrônico de escolas da rede estadual em Macapá, por meio de contrato firmado com a Secretaria da Educação (Seed). A empresa também participou de uma nova licitação promovida pelo governo do Amapá, mas não obteve êxito no certame.

 

 

De acordo com as investigações conduzidas pela CGU, a empresa apresentou proposta com sobrepreço e realizou subcontratação sem a devida comunicação ao órgão contratante no caso envolvendo o INSS. As apurações apontam que a Ativa terceirizou a implantação de 213 kits de vigilância eletrônica por apenas 37% do valor originalmente contratado.

 

O relatório também identificou pagamentos por serviços que não teriam sido efetivamente executados. O contrato investigado, vinculado à Superintendência Regional do INSS no Nordeste, possuía valor estimado em R$ 62,6 milhões.

 

A declaração de inidoneidade é considerada uma das mais severas sanções administrativas aplicadas a empresas contratadas pelo poder público, sendo resultado de um processo que apurou graves irregularidades na execução contratual.

 

No Amapá, denúncias apontam a existência de indícios de práticas semelhantes às identificadas pela CGU no contrato do INSS. As suspeitas envolvem a execução dos serviços de vigilância eletrônica prestados pela empresa ao governo estadual, situação que poderá ser analisada pelos órgãos de controle competentes.

 


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