Marcos Reátegui diz que verdadeiro desafio é permitir desenvolvimento econômico e social à população
Pré-candidato ao governo do Amapá antecipa que fará campanha sustentando necessidade de combater quatro fatores que emperram progresso do estado – insegurança jurídica, entraves ambientais, questão fundiária e ausência de matriz econômica

Douglas Lima
Editor
O ex-deputado federal Marcos Reátegui, que nas redes sociais anunciou candidatura ao governo do estado, pelo partido Democracia Cristã (DC), na manhã desta quarta-feira, 24, reforçou o novo desafio político que ele abraça, depois de como integrante da Câmara dos Deputados ter sido coordenador da bancada parlamentar amapaense no Congresso Nacional.
Reátegui falou no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9), começando a fala explicando que o Democracia Cristã é uma corrente política e ideológica baseada na doutrina social da Igreja Católica e em princípios humanistas, defendendo valores como liberdade, justiça social e solidariedade.
O pré-candidato disse que foi escolhido para representar o DC na disputa pelo governo do Amapá porque entre todos os coordenadores de bancada, até agora, ele alcançou a marca de o parlamentar que mais destinou recursos para o estado.
Marcos Reátegui lembrou que ele foi o coordenador da construção do Hospital Universitário (HU) da Universidade Federal do Amapá (Unifap), apontando-o como a maior estrutura hospitalar do estado com trezentos leitos e 60 unidades de tratamento intensivo |(UTIs).
O pré-candidato trabalhou para a instalação do então Hospital de Câncer de Barretos, hoje Hospital de Amor, no Amapá. “Até agora o Hospital de Amor já realizou mais de setecentos mil exames. Isso é um resultado muito grande, considerando a população do estado de em torno de novecentas mil pessoas”, calculou Reátegui.
Também se apresentando como amapaense de nascimento e delegado de carreira da Polícia Federal, o democrata cristão fez alusão ao ex-ministro Aldo Rabelo, que disputará a Presidência da República, pelo mesmo partido, e que também em breve fará mais uma visita ao estado.
O pré-candidato analisou que apesar de a pré-campanha estar polarizada entre os nomes do atual governador Clécio Luís e do ex-prefeito da capital, Antônio Furlan, há espaço, sim, para uma terceira via, considerando que as pesquisas retratam um momento que pode logo depois ser desfigurado.
Marcos Reátegui disse que o pré-candidato a presidente do partido Democracia Cristã, Aldo Rebelo, defende a liberdade de mercado na Amazônia, região que, segundo ele, tem a necessidade de ser usada em benefício do povo que nela habita, em detrimento dos seculares interesses multinacionais que a permeiam.
Na entrevista, o postulante ao governo colocou que o Amapá reúne condições raras para um grande desenvolvimento econômico com a sua vasta biodiversidade, grande disponibilidade de recursos naturais, potencial energético, reservas minerais, localização estratégica e perspectivas ao petróleo da Margem Equatorial Foz do Amazonas.
O concorrente mostrou que apesar das condições de desenvolvimento que possui, o estado permanece entre as unidades federativas de menor porte econômico do país, contradição essa decorrente da incapacidade histórica de transformar as riquezas em prosperidade, empregos, renda e qualidade de vida para a população.
Reátegui viu que após mais de três décadas da criação do estado, torna-se evidente que o principal desafio não é a falta de potencial, mas a ausência de um projeto consistente de desenvolvimento, que possa derrubar as barreiras da insegurança jurídica, entraves ambientais, questão fundiária e ausência de uma matriz econômica.
O ex-deputado concluiu o pensamento, apresentando a dinâmica predominante no Amapá que, por não ter produção própria, importa tudo o que consome, fazendo com que o dinheiro do pagamento dos servidores públicos, que deveria circular internamente, seja levado para os produtores de outras praças.
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