Aldo Rebelo defende exploração econômica da Amazônia e critica órgãos ambientais
Ex-ministro e pré-candidato a presidente do Brasil afirmou que Amapá vive processo de “interdição institucional” e apresentou propostas para disputa do cargo

Douglas Lima
Editor
O ex-ministro e pré-candidato à Presidência da República pela Democracia Cristã (DC), Aldo Rebelo, concedeu entrevista nesta quinta-feira, 2, no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9). Durante a conversa, ele criticou a política ambiental brasileira, defendeu a exploração dos recursos naturais da Amazônia e afirmou que o Amapá possui potencial econômico capaz de transformar a realidade social e financeira do estado.
Com trajetória que inclui seis mandatos como deputado federal, a Presidência da Câmara dos Deputados e passagens pelos ministérios do Esporte, da Defesa, da Ciência e Tecnologia e da Coordenação Política, Rebelo disse que mantém as mesmas convicções nacionalistas que marcaram sua atuação política desde a juventude.
Ao comentar sua saída do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) e a aproximação com setores conservadores e do agronegócio, afirmou que a mudança ocorreu em razão da transformação da esquerda brasileira ao longo das últimas décadas.
Grande parte da entrevista foi dedicada à discussão sobre a Amazônia. Rebelo criticou organizações não-governamentais, órgãos ambientais e instituições federais que, segundo ele, impõem obstáculos ao desenvolvimento econômico da região.
Para o ex-ministro, o Amapá reúne condições privilegiadas para liderar atividades ligadas à produção de alimentos, mineração e energia, mas enfrenta restrições que impedem o aproveitamento dessas potencialidades.
Ele citou a exploração de petróleo na Margem Equatorial como um dos exemplos de oportunidades perdidas. Segundo Rebelo, a autorização para pesquisas e extração poderia gerar emprego, renda e arrecadação para o estado.
O pré-candidato também questionou a extensão de áreas protegidas na Amazônia e defendeu a revisão de demarcações de terras indígenas e unidades de conservação. Na avaliação dele, as decisões sobre o território amazônico ocorrem sem participação suficiente dos estados e municípios afetados.
Ao abordar o cenário político nacional, Rebelo fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao funcionamento das instituições federais. Segundo ele, o país vive um momento de excessiva concentração de poder em órgãos que, em sua avaliação, limitam a capacidade de gestão do Poder Executivo.
Questionado sobre uma eventual candidatura à Presidência da República, afirmou que pretende apresentar ao país uma agenda voltada à revisão de políticas ambientais, ao fortalecimento da atividade produtiva e à redefinição das competências de órgãos federais ligados ao licenciamento ambiental e à demarcação territorial. Também destacou que o Brasil continua sendo um país com enorme potencial econômico e afirmou acreditar que o desenvolvimento da Amazônia terá papel decisivo no futuro nacional.
Antes de encerrar a entrevista, o ex-ministro informou que cumpriria agenda no município de Itaubal do Piririm, onde 93% da população vivem do Bolsa Família. Ele citou dados sobre dependência de programas de transferência de renda na região e defendeu a criação de condições para ampliar a atividade econômica local.
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