Quinta Afro celebrou a cultura negra e fortaleceu a identidade local no Macapá Verão 2026
Realizada pela Prefeitura de Macapá na UNA, a programação reuniu música, dança, capoeira, artesanato e manifestações afro

A sede da União dos Negros do Amapá (UNA), foi palco de muita animação, cultura, música e dança com a 1ª edição da Quinta Afro. A programação faz parte do Macapá Verão 2026 – Dias de Sol e Noites de Festa e proporcionou uma noite que uniu celebração, ancestralidade e muita energia, com artistas locais, grupos culturais e manifestações afro-brasileiras, que valorizaram a cultura negra amapaense.
Com apresentações de capoeira, hip hop, marabaixo e artesanato, a Quinta Afro destacou a diversidade das expressões culturais que fazem parte da história e do cotidiano de Macapá. A iniciativa integrou a proposta do Macapá Verão de ocupar diferentes espaços da cidade com atividades culturais, esportivas e de lazer, aproximando a população das tradições e dos artistas que representam a cultura local.
Durante o evento, o público acompanhou apresentações que evidenciaram a força das tradições afro-amapaenses e o protagonismo de artistas, mestres, grupos e fazedores de cultura.
Para o presidente do Conselho Municipal de Política Cultural, Alan Douglas, a presença de diferentes segmentos culturais na Quinta Afro demonstrou a importância do reconhecimento das manifestações afro-amapaenses pelo poder público.
“Hoje aqui no Quinta Afro temos cultura hip hop, artesanato, capoeira e finalizamos com marabaixo, que é a cultura mãe do estado do Amapá e do município de Macapá. Isso mostra a importância dessas vertentes e o seu reconhecimento pelo poder público, reconhecimento esse que é muito necessário”, destacou.
A programação teve início com apresentações de capoeira dos grupos Cultivando Vidas e Projeto Cultural Capoeira Sempre Gingando, que levaram dança, roda e interação ao público.
Na sequência, o hip hop ganhou espaço com B.Girl Emilly e o grupo El Shammah Crew, além de Super Boy, com participação do dançarino François, e do grupo CBC.
A noite também contou com o Faces da Vida, com MC Raffa e DJ LFox, além da apresentação de Jottaerry MC, reforçando a presença da música urbana na programação.
O encerramento foi marcado pelas tradicionais rodas de marabaixo com os grupos Raízes da Favela, Berço do Marabaixo e São Raimundo Nonato, em uma celebração de tradição, cultura, alegria e pertencimento através da dança e dos sons do batuque.
A diretora-presidente do Instituto Municipal de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Improir), Elisia Congó, ressaltou a importância da inclusão da cultura afro na programação do Macapá Verão e da realização das atividades no Centro de Cultura Negra Raimundinha Ramos, na UNA.
“É muito importante a inclusão da cultura afro dentro da programação do Macapá Verão e, principalmente, sendo realizada nesse espaço, no Centro de Cultura Negra Raimundinha Ramos, na UNA, um lugar de preto, feito para preto, sendo realizado para preto. Então é importantíssimo, e a gente só tem a agradecer que a nossa cultura esteja sendo mostrada durante o Macapá Verão. Ou seja, todas as quintas, no Centro de Cultura Negra, você é nosso convidado. Venha conhecer o que é nosso”, disse.
Representando o movimento hip hop, o dançarino de break François destacou que a participação no evento contribuiu para dar visibilidade aos artistas e fortalecer trajetórias culturais construídas de forma contínua.
“Esse momento é extremamente importante. Fazemos parte do movimento hip hop, isso atrai o público, mostra nosso trabalho e ajuda a enriquecer nossa carreira, pois temos um trabalho contínuo. Então é muito legal nos incluir”, disse François, dançarino de break.
A dançarina de break B.Girl Emilly também destacou a oportunidade de apresentar ao público o trabalho desenvolvido por mulheres dentro do hip hop.
“É muito importante trazer um pouco do nosso trabalho. Venho representando o movimento feminino que desenvolvemos também no hip hop. É muito gratificante estar aqui, receber o público. Somos gratos pelo apoio da Prefeitura por abrir esse espaço para nós”, disse B.Girl Emilly, dançarina de break.
O evento também contou com apoio de bombeiros civis, garantindo suporte à organização durante a realização da programação.
A Quinta Afro seguirá como parte da programação das quintas-feiras do mês de julho, na UNA, abrindo espaço para os segmentos que compõem a cultura afro em Macapá. As próximas edições também devem contemplar povos de terreiro, segue com outros grupos de marabaixo e demais expressões culturais afro-amapaenses.
Com a realização da Quinta Afro, o Macapá Verão 2026 reafirmou, com alegria e satisfação, seu papel como um evento que vai além do entretenimento, promovendo encontros, fortalecendo tradições e valorizando artistas e grupos que expressam a diversidade cultural da capital. Para a Prefeitura de Macapá, assegurar espaços como este dentro da programação municipal representa o compromisso de construir uma agenda plural, inclusiva e conectada às raízes da cidade.
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