Filme amapaense ganha destaque nacional com seleção do curta Solo Agridoce para festival em São Paulo
A seleção coloca mais uma produção amapaense em evidência no circuito nacional de festivais e reforça a potência das narrativas produzidas na Amazônia

O cinema produzido no Amapá acaba de conquistar mais um importante reconhecimento nacional. O curta-metragem “Solo Agridoce”, dirigido por Jéssica Thaís e produzido pela Paneiro Produções, foi selecionado para a programação oficial da 12ª edição do Santos Film Fest, considerado o maior festival de cinema do litoral de São Paulo.
A seleção coloca mais uma produção amapaense em evidência no circuito nacional de festivais e reforça a potência das narrativas produzidas na Amazônia. Em um cenário em que o audiovisual da região Norte ainda enfrenta desafios para ampliar sua visibilidade, a participação no festival representa um importante reconhecimento artístico e uma oportunidade de projetar a cultura amapaense para novos públicos.
Lançado em novembro de 2025, Solo Agridoce foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo. Com uma equipe formada majoritariamente por mulheres, o curta experimental entrelaça a poesia de Jéssica Thaís à performance e à memória coletiva, atravessando paisagens e vozes negras do Amapá.
Narrado por mulheres quilombolas e urbanas, o filme percorre os territórios do Curiaú, Maruanum, Mazagão e Macapá, evocando saberes ancestrais, resistência e renascimento por meio da oralidade feminina preta amapaense.
Para o diretor de fotografia da obra, Halyson Chaves, a seleção representa a valorização da cultura produzida no estado.
“Para a nossa equipe é uma honra imensa poder registrar vivências, paisagens, cultura, arquitetura dos quilombos amapaenses e os saberes de mulheres quilombolas, e poder levar tudo isso para fora do estado através deste festival. É uma oportunidade de fazer nossa cultura chegar cada vez mais longe por meio do cinema.”
O Santos Film Fest acontece entre os dias 18 e 26 de agosto, em diversos espaços culturais da região de Santos (SP), reunindo produções nacionais e internacionais, promovendo premiações como Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Roteiro e outras categorias.
A equipe destaca que a trajetória de Solo Agridoce evidencia a importância das políticas públicas de incentivo à cultura. O filme foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo através da Secretaria de Estado da Cultura e pelo trabalho coletivo de profissionais comprometidos com a valorização das histórias, memórias e identidades negras da Amazônia, levando o nome do Amapá para o circuito nacional de cinema.
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