Segurança Pública do Amapá mantém queda consistente e reduz crimes contra a vida em 40% no primeiro semestre de 2026
Levantamento da Sejusp compara dados atuais com o mesmo período de 2023. Roubos caíram 78,4% em comparação com 2022

Depois de encerrar 2025 com o menor número de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLI) em 15 anos, o Amapá repetiu o ritmo consistente de redução da violência no primeiro semestre de 2026. É o que demonstra o levantamento da Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp), que apontou queda de 40% da criminalidade contra a vida em comparação com 2023.
O balanço semestral avaliou os crimes de homicídio, latrocínio, feminicídio e lesão corporal seguida de morte. Os crimes patrimoniais também tiveram diminuição expressiva de quase 78,4% nesse período, passando de 5,8 mil registros de roubos e furtos no primeiro semestre de 2022 para cerca de 1,2 mil até julho deste ano.
“O Amapá está mais seguro, fruto da união de esforços de cada operador da segurança pública, que conta também com o apoio, a confiança e a participação da sociedade. Nosso estado tem particularidades locais e demográficas que, quando avaliadas com as metodologias corretas, apontam a eficácia das políticas de integração entre as instituições e de inteligência para, acima de tudo, prevenir as práticas delituosas”, destacou o secretário da Sejusp, Cezar Vieira.
Sensação de segurança
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública também detalharam outros resultados alcançados no biênio 2024-2025. O Amapá foi o estado que mais reduziu roubos de veículos (-51,9%) e o segundo com menos furtos deste tipo de bem (-28,5%). O estado também figura entre os que mais reduziram roubos em vias públicas (-40,2%), a estabelecimentos comerciais (-43,9%) e residências (-34,3%), muito acima da média nacional – de -23,4%; -18,3% e -19,9% respectivamente.
A redução generalizada da violência é atribuída pela Sejusp também ao trabalho desempenhado pela Polícia Penal. Desde 2023, o Amapá utiliza o sistema prisional como ferramenta de controle, desarticulação e obtenção de informações estratégicas do crime organizado, com o aumento de 53,17% no número de internos.
“Vai além da execução penal, é um desmantelamento das ações criminosas aqui, nas ruas. Um trabalho que inicia com o patrulhamento ostensivo da polícia militar, passa pela investigação e elaboração de bons inquéritos pela polícia civil, que conta com laudos de qualidade da polícia científica e, após o juízo, encontra o mesmo patamar elevado dos nossos policiais penais”, concluiu Cezar Vieira.
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