Cidades

Violência contra mulher não é somente física, reforça secretária

Simone Palheta, titular de políticas para mulheres do Amapá, falou sobre Campanha Amapá Lilás


 

Neste mês acontece a Campanha Agosto Lilás, de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, e o aniversário de 20 anos da Lei Maria Penha, que é um marco no Brasil, não somente pela questão da ação civil pública, do estado passar a ser titular da ação, mas por também trazer outros aspectos em relação do que é esta violência, como explicou a secretária estadual de políticas para mulheres, Simone Palheta, ao programa ‘LuizMeloEntrevista’ (Diário FM 90,9), desta segunda-feira, 3.

 

“Essa lei nos ensina que não é somente a violência física que é crime, mas a violência patrimonial, psicológica. Então, é uma legislação realmente completa, que não fala somente de processo, procedimento, mas também traz essa conceituação teórica, que é muito importante para que venhamos compreender a temática como um todo”, pontuou.

 

 

Com experiência como professora e ex-coordenadora do Curso de Direito da Universidade Federal do Amapá (Unifap), Simone explicou que a academia realiza projetos e estudos transversais para análise dessas questões.

 

“Ela é uma análise realmente transversal, psicológica, parte também da análise do crime em si, da ciência política, sociologia, é bem complexa essa análise, mas assim, o que se sabe hoje é que perpassa por uma questão de cultura. Quando falamos de cultura, é uma série de tradições, pensamentos, visões de mundo, fundamentados no patriarcado, no machismo estrutural”, destacou.

 

Simone disse que as universidades estão muito atentas para a questão feminina e que o Poder Público também executa projetos para que o ciclo de violência seja rompido, como a própria Secretaria de Estado de Políticas para Mulheres, que oferta cursos de capacitação para trabalhar a autonomia econômica da mulher.

 

Além disso, um dos avanços no Amapá no combate à violência contra femininas é a Casa da Mulher Brasileira, que até o fim de abril havia atendido mais de quinhentas mulheres.

 

“Foi um avanço significativo. O estado do Amapá foi o 12º a inaugurar a Casa da Mulher Brasileira, onde são concentrados todos os serviços que uma mulher vítima de violência precisa no momento em que ela procura a rede de atendimento. Nós estamos na caminhada, comemoramos os cem dias de funcionamento da Casa da Mulher Brasileira, no fim de maio. Claro que temos muitos desafios, não é fácil inaugurar um serviço desta monta, mas a coisa está acontecendo”, afirmou Simone.

 

A secretária informou que para reforçar ainda mais a política das mulheres no estado, dia 10 de agosto, na Expofeira, mais precisamente no Teatro Caboclo, haverá o lançamento da Campanha Amapá Lilás. “É realmente para fazer com que o estado todo seja iluminado em todos os sentidos, não somente pelas luzes físicas, mas iluminados na mente para essa luta contra a violência doméstica”, explicou.

 

 

Simone Palheta também adiantou que até 31 do corrente mês haverá uma série de eventos dos órgãos que compõem a Rede Atendimento à Mulher. “Vamos ter uma série de eventos; o encerramento será dia 31, No Tribunal de Justiça. O Ministério Público, dia 7, vai estar com uma série de palestras”, finalizou a secretária.

 


Deixe seu comentário


Publicidade