Wellington Silva

Reflexões ao Club do Rock


 

Todo festival de rock que se preze deve evidentemente apresentar uma diversidade de estilos e verdadeiramente navegar na história do rock, inserindo em sua programação bandas que toquem Elvis, B.B. King, Beatles, Roling Stones, Pink Floyd, Yes, Genesis, Deep Purple, Rush, Alman Brothers, Jovem Guarda, Tropicalismo, Raul Seixas, Rita Lee, Casa das Máquinas, e por aí vai…

Um festival de rock, como o aqui realizado em Macapá, não pode de forma alguma se resumir a metal pesado em toda a extensão de sua programação.

Uma programação desta natureza soa como exclusivismo preferencial, justamente a imposição e prevalência da organização de uma tribo sobre os demais estilos que fizeram emergir o bom e velho rock and roll.

Nunca é demais lembrar que as raízes do rock emergiram do blues, do Rhythm and Blues, gênero de música popular que se originou nas comunidades afro-americanas, na década de 40, abordando temas como o racismo social, liberdade e alegria, opressão racial, dor e fracassos.

Já o blues é um gênero musical de origem afro-americana bem específico, surgido no extremo sul dos Estados Unidos da América, no final do século XIX.

As narrativas poéticas e melódicas de um bom blues falam quase sempre de trabalho, cantos do campo, melancolia e tristeza, paixões, gnose.

A escala de um bom blues possui progressões de acordes específicos, com variações de notáveis improvisos instrumentais, onde, o blues de doze compassos, é o mais comum.

A própria palavra blues, em inglês, é sinônimo de melancolia.

Elvis, Beatles, Roling Stones e Raul Seixas, por exemplo, beberam e mentalmente mergulharam por diversas vezes nas raízes do blues, deles emergindo trabalhos musicais maravilhosos, fantásticos, sucessos até hoje sempre lembrados.

Dito e escrito tudo isto, hoje temos como importante exemplo para nós o Rock in Rio deste ano.

Nomes importantes do universo do rock e da boa música estarão presentes no Rock in Rio 2026 tais como o nosso eterno Capitão Fantástico, Sir Elton John, e nosso tão Querido e Genial Gilberto Gil, não esquecendo também da incrível sonoridade musical do fantástico Roupa Nova, eles que enriquecerão e muito esta notável diversidade musical que o Rock in Rio apresenta este ano.

Portanto, senhores organizadores do Club do Rock em Macapá, festival de rock que se preze se faz assim, com diversidade de estilos, com boa qualidade musical, e fundamentalmente, com muito respeito as raízes do rock.

Para o ano, pensem em trazer Robertinho de Recife para juntos apreciarmos bons solos de guitarra ou a irreverência e boa sonoridade do Titãs e do Roupa Nova, por exemplo.

Não existe música velha e música nova!

Existe música boa e música ruim!

Beatles & Raul Seixas Forever são a prova histórica disso!

É isso aí gente!

 

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