Fé, coragem e adrenalina marcam segundo dia do Rodeio Regional da Expofeira 2026
Peões enfrentaram a arena nesta quarta-feira, 12, em busca do título regional e de uma vaga na etapa nacional

A Arena Rio Amazonas voltou a receber, nesta quarta-feira, 12, competidores e público para o segundo dia do Rodeio Regional da Expofeira 2026, realizada pelo Governo do Amapá, no Parque de Exposições da Fazendinha, em Macapá. Entre a força dos animais, a concentração dos peões e a vibração das arquibancadas, cada montaria representa mais um passo na busca pelas cinco vagas que levam à etapa nacional da competição.
Dezoito peões participam da disputa regional. Vindos de diferentes municípios do Amapá, os competidores entraram na arena em busca de pontos e da classificação. Tartarugalzinho, Macapá, Amapá, Itaubal, Laranjal do Jari e Santana estão entre os municípios.
Entre os competidores está Éberto Moura, de 23 anos. Para ele, o rodeio começou como um sonho de criança e hoje também representa profissão e uma rotina que exige preparo, coragem e, principalmente, fé.
“Eu sonho com isso desde criança e hoje o rodeio é o meu trabalho. Cada vez que entro na arena, eu sei que estou realizando um sonho e também cumprindo uma profissão que exige muita dedicação. É um esporte perigoso, então a gente precisa entrar com a cabeça no lugar e com muita fé em Deus e em Nossa Senhora Aparecida. Espero fazer uma grande montaria, representar bem o meu trabalho e dar o meu melhor nessa arena”, afirmou p jovem.
O peão Rian Thaleson Lima da Silva, de Paragominas, no Pará, veio para a competição nacional e participa pela primeira vez de uma disputa no Amapá. Com experiência em outras arenas, ele chega determinado a buscar o título.
“Já disputei rodeios em Goiás e cheguei a uma final, então venho ao Amapá acreditando que também posso chegar ao título. Se Deus quiser, quero fazer boas montarias, pontuar e sair daqui como campeão. A estrutura está top, a arena é grande, o parque é muito organizado, a boiada é boa e o público é acolhedor. A gente chega de fora e se sente muito bem recebido. Agora é confiar em Deus, manter a concentração e fazer o melhor dentro da arena”, declarou Rian.
Tradição, fé e devoção antes da montaria
Antes de enfrentar a arena, os peões também carregam consigo a fé. A devoção à Nossa Senhora Aparecida, padroeira dos peões e dos vaqueiros, faz parte da preparação de muitos competidores. Medalhas, imagens, orações e pedidos de proteção acompanham momentos que antecedem a abertura das porteiras.
Para os competidores, a fé se soma à técnica, ao equilíbrio e à concentração necessários para enfrentar os segundos decisivos de cada montaria. Quando o portão se abre, o desafio é permanecer sobre o animal e buscar a maior pontuação possível.
Nas arquibancadas, a cada entrada na arena, o público acompanha atento os movimentos dos competidores. O silêncio dos primeiros segundos dá lugar aos gritos e aplausos quando a montaria começa, criando uma atmosfera de expectativa que toma conta da Arena Rio Amazonas.
O rodeio também reacende a tradição das montarias. Famílias e crianças acompanham a competição, conhecem os peões e escolhem seus favoritos, transformando cada apresentação em um momento de torcida, emoção e memórias afetivas.
Além da técnica dos competidores, o rodeio também envolve uma preparação cuidadosa dos animais. Para esta edição, foram preparados 40 bois, sendo que 16 participam diretamente das montarias. Os animais passam por cuidados com alimentação, exames e acompanhamento antes de chegarem à arena.
Deixe seu comentário
Publicidade






