Cidades

Grupo CBO destaca setor de petróleo e gás e vê Amapá como área estratégica para novos negócios

CEO Marcos Tinti participou do programa LuizMeloEntrevista direto da Expofeira, e explicou a atuação da empresa no suporte à exploração e produção de petróleo


 

O setor de petróleo e gás pode abrir novas oportunidades para o Amapá, e empresas especializadas em logística e suporte às operações offshore já acompanham as perspectivas para a região. O CEO do Grupo CBO, Marcos Tinti, falou sobre o assunto nesta quarta-feira, 12, durante entrevista ao programa ‘LuizMeloEntrevista’, da Diário FM, direto da Expofeira do Amapá.

 

 

Com 48 anos de história, o Grupo CBO tem sede em Niterói (RJ), 1,9 mil funcionários e uma frota de 45 embarcações. A empresa atua no suporte à exploração e à produção de petróleo em toda a costa brasileira.

 

Tinti explicou que o grupo esteve na Expofeira no ano passado e voltou nesta edição com maquetes das embarcações utilizadas nas operações offshore. Segundo ele, a participação permite apresentar ao público como funciona uma atividade que, apesar de ocorrer principalmente no mar, envolve uma extensa cadeia de serviços e profissionais em terra.

 

O CEO informou que o Grupo CBO manteve uma embarcação em operação no Amapá até meados de julho. O navio CBO Alessandro integrou a frota que presta suporte às atividades relacionadas à exploração e produção de petróleo. Atualmente, a empresa não possui embarcação em operação no estado, mas Tinti afirmou que o grupo está preparado para atender futuras demandas.

 

 

A empresa possui quatro tipos de embarcações, destinadas a diferentes atividades da indústria de petróleo e gás. Entre os serviços estão o transporte de cargas e materiais para plataformas, apoio a operações em alto-mar, manutenção de estruturas submarinas e atendimento a situações de emergência.

 

Apoio à produção e à exploração

Ao explicar a diferença entre a atuação da CBO e o trabalho da Transpetro, Marcos Tinti destacou que as atividades são distintas. Enquanto a Transpetro opera navios de grande porte para o transporte do petróleo produzido pelas plataformas, a CBO atua no suporte às operações de exploração e produção. As embarcações transportam materiais, líquidos e outros insumos necessários às plataformas. Também fazem o transporte de resíduos e demais materiais gerados nas unidades offshore.

 

 

Outro serviço envolve embarcações equipadas com robôs capazes de atuar em profundidades de até três mil metros. Esses equipamentos auxiliam em trabalhos de manutenção e reparo de estruturas instaladas no leito marinho. “Nosso trabalho é dar suporte à produção e exploração”, explicou o CEO.

 

Operações em águas profundas

Ele também explicou que o perfil da exploração de petróleo no Brasil exige embarcações com alta capacidade operacional. Segundo ele, cerca de 80% da exploração no país ocorre em águas profundas. Nesse cenário, os barcos precisam operar a grandes distâncias da costa, em alguns casos entre 200 e 250 quilômetros, além de enfrentar condições de mar que exigem equipamentos, potência e sistemas de segurança específicos. As maquetes apresentadas no estande da CBO na Expofeira mostram diferentes modelos de embarcações e suas aplicações na cadeia de petróleo e gás.

 

Formação profissional pode gerar oportunidades

Durante a entrevista, o CEO falou sobre as possibilidades de formação profissional para quem deseja trabalhar na indústria de petróleo e gás. Segundo Tinti, a cadeia exige profissionais com formação técnica específica, tanto para atuar embarcados quanto em atividades realizadas em terra.

 

Para os oficiais da Marinha Mercante, a formação ocorre em instituições como o Centro de Instrução Almirante Graça Aranha (Ciaga), no Rio de Janeiro, e o Centro de Instrução Almirante Braz de Aguiar (Ciaba), em Belém (PA).

 

“Há também cursos para marinheiros, condutores e outras funções necessárias às operações das embarcações. Além das atividades embarcadas, a cadeia de petróleo e gás demanda profissionais em terra para serviços de manutenção, alimentação, logística, soldagem, elétrica e eletrônica. Muito importante também o papel das instituições do Sistema S na preparação de profissionais para atender às necessidades desse mercado”, detalhou.

 

Tinti confirmou que o Grupo CBO está em processo de fusão com a OSX, empresa brasileira que também atua no setor de óleo e gás. A operação depende da análise e aprovação dos órgãos competentes, incluindo o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

 

Segundo o CEO, a expectativa da companhia é positiva em relação à aprovação do negócio. A fusão, conforme explicou, deve resultar em uma empresa brasileira de maior porte para atender às demandas da indústria de petróleo e gás no país.

 


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