Cidades

Expofeira 2026 apresenta protocolos para proteção da fauna em emergências com petróleo

Palestra no Auditório da SDR mostrou como funciona o Plano de Proteção à Fauna e a importância dos simulados para prevenir impactos ambientais


 

A Expofeira 2026 apresentou, na sexta-feira, 14, como o Amapá se prepara para proteger a fauna em possíveis emergências relacionadas à atividade petrolífera. A palestra explicou o funcionamento do Plano de Proteção à Fauna (PPAF), que organiza ações para reduzir os impactos de um eventual vazamento de óleo sobre aves, tartarugas e mamíferos marinhos. A programação integra a Expofeira 2026, realizada no Parque de Exposições da Fazendinha.

 

O plano considera as características de cada região para definir quais áreas e espécies precisam de atenção e quais recursos devem ser mobilizados. As ações incluem monitoramento, proteção, captura, transporte, estabilização e reabilitação dos animais afetados.

 

Segundo Cláudio Vieira, gerente de projetos da Mineral Engenharia e Meio Ambiente, o planejamento é adaptado às características de cada local.

 

 

“Cada região tem suas características. Por isso, a gente analisa minuciosamente e prepara a resposta para proteger a fauna”, explicou.

 

Os procedimentos também são testados por meio de simulados, realizados tanto em exercícios teóricos quanto em atividades de campo. A proposta é identificar falhas e fazer ajustes antes de uma emergência real. Entre as ações treinadas estão o monitoramento, a captura, o transporte e o atendimento dos animais.

 

Desde agosto de 2024, cerca de 660 pessoas foram capacitadas para atuar na resposta à fauna em situações de emergência, incluindo treinamentos on-line e presenciais no Centro de Atendimento à Fauna de Oiapoque.

 

A preparação envolve ainda instituições que possuem acordos de cooperação técnica para atuar no plano, como o ICMBio Oiapoque, a Unifap e a UFRA.

 

Para Cláudio, a estrutura existe principalmente para garantir que o estado esteja preparado caso seja necessário agir.

 

 

“O objetivo é ter uma estrutura pronta, mesmo que ela nunca precise ser usada”, afirmou.

 


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