Polícia

Justiça condena homem a 32 anos de prisão por matar ex-companheira

Crime bárbaro ocorreu na região do Vale do Jari; Conselho de Sentença reconheceu feminicídio e crueldade


 

Elen Costa
Da Redação

 

O Tribunal do Júri de Vitória do Jari condenou a 32 anos de prisão em regime fechado um homem acusado de assassinar a ex-companheira, na frente do filho dela. A sentença foi proferida nesta semana e representa um marco no combate ao feminicídio no extremo sul do Amapá.

 

De acordo com a denúncia do Ministério Público Estadual, o crime foi praticado com extrema crueldade, dentro de um contexto de violência doméstica e familiar. A vítima, Maria Antônia Pinto Azevedo, foi morta após o fim do relacionamento, por inconformismo e sentimento de posse do réu.

 

O ponto que mais chocou os jurados foi que tudo aconteceu na presença do filho dela, que presenciou a execução da própria mãe e se tornou a principal testemunha do horror. Para o MP, isso demonstra a frieza e o total desprezo pela vida humana.

 

No julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese da acusação e reconheceu as qualificadoras de feminicídio, já que o crime foi cometido por razões da condição de sexo feminino; motivo fútil, por ciúme e inconformismo com o fim do relacionamento; e recurso que dificultou a defesa da vítima.

 

Além disso, o crime foi praticado na presença de descendente da vítima, o que aumenta a pena com a h condenação, o réu, Marcos Freitas da Silva, não poderá recorrer em liberdade e deverá iniciar o cumprimento da pena imediatamente em presídio de segurança.

 

“É uma resposta firme da Justiça do Amapá. Quem mata mulher por ser mulher, na frente de uma criança, tem que ter punição exemplar. A vida de Maria Antônia importava”, destacou a acusação durante o plenário.

 

O caso de Maria Antônia gerou grande comoção em Vitória do Jari e Laranjal do Jari. A condenação de 32 anos é considerada uma das maiores já aplicadas pelo Júri da comarca para crime de feminicídio.

 

Familiares da vítima acompanharam o julgamento e celebraram a decisão com gritos de justiça.

 

 


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