Política

Rayssa não comparece para abertura de rodada de entrevistas dos candidatos ao Senado

Programação foi aberta na manhã desta segunda-feira, 24, mas concorrente à Câmara Alta do país, escolhida em sorteio para sabatina, não foi ao estúdio da Diário FM, nem justificou ausência


 

A candidata ao Senado da República, pelo Amapá, Rayssa Furlan, do Podemos, não compareceu nem justificou a ausência na manhã desta segunda-feira, 24, no estúdio da Rádio Diário FM 90,9, para, de acordo com sorteio, abrir a rodada de entrevistas programada pela emissora aos postulantes à Câmara Alta do país, em 2026.

 

A programação de entrevistas, acertada em reunião da direção do Sistema Diário de Comunicação com representantes das assessorias dos candidatos, seria aberta com Rayssa Furlan, hoje, seguindo até 14 de setembro, com sabatina a Hélio Palheta, concorrente pelo Partido da Causa Operária (PCO).

 

Além dos candidatos Rayssa e Hélio, estão em campanha para o Senado o postulante Acácio Favacho, a ser entrevistado pelo Sistema Diário de Comunicação, dia 26, quarta-feira; Alliny Serrão, dia 28; Professor Uziam, 31 de agosto; Lucas Barreto, 2 de setembro; João Capiberibe, 4 de setembro; Juiza Jô, 8; e Randolfe Rodrigues, dia 10.

 

Durante a reunião com os representantes dos partidos, a diretora de jornalismo do Sistema Diário, Ziulana Melo, destacou a importância da participação dos candidatos na programação de entrevistas como oportunidade de apresentar propostas diretamente ao eleitor.

 

Rayssa não enviou representante para a reunião nem justificou a ausência na entrevista. Juíza Jô e Professor Uziam também não tiveram representantes na reunião, mas depois confirmaram presença nos dias em que serão entrevistados na Diário FM (programa LuizMeloEntrevista (Diário FM com transmissão pelas redes sociais, TV Marco Zero/Record News).

 

Por ser uma candidata que lidera pesquisas no Amapá, para o Senado, a expectativa era de que Rayssa Furlan comparecesse para participar do espaço democrático aberto pelo Sistema Diário de Comunicação para durante uma hora responder a perguntas referentes à importância de ocupar uma cadeira na Câmara Alta do país e divulgar a sua plataforma de intenções.

 

O âncora do programa LuizMeloEntrevista leu o seguinte editorial em razão do declínio da candidata ao convite, logo após a coordenação das entrevistas ter tentado contato com a assessoria dela, antes do horário marcado para a sabatina, sem ter retorno. Acompanhe:

 

 

“A partir desta segunda-feira, hoje, a Rádio Diário FM abre uma rodada de entrevistas com os candidatos ao Senado pelo Amapá. É a emissora cumprindo seu papel: abrir espaço, fazer perguntas e ajudar o eleitor a decidir com mais informação e menos propaganda.

Para organizar as sabatinas, representantes das candidaturas foram convidados para uma reunião destinada ao sorteio da ordem das entrevistas e à definição dos critérios. Dos nove candidatos, três não enviaram representantes — nem apresentaram justificativa.

Mas é importante esclarecer: a ausência nessa reunião preparatória não significa, necessariamente, que o candidato faltará à entrevista. Mas é um sinal de alerta, porque uma eleição envolve compromissos, regras e respeito ao planejamento.

E quem pretende representar o Amapá no Senado precisa começar demonstrando responsabilidade ainda durante a campanha. Logo, quando um candidato deixa de participar de uma sabatina, perde a oportunidade de explicar ao eleitor:

O que pretende fazer pelo Amapá no Senado? Quais projetos defenderá para gerar emprego e renda? Qual sua posição sobre a exploração de petróleo na Margem Equatorial? Como pretende ajudar a concluir a BR-156 e enfrentar o isolamento rodoviário do estado? O que fará pela saúde, pela educação, pela segurança pública e pelos municípios do interior? Como buscará recursos sem transformar o mandato numa simples distribuição de emendas? E de que lado estará quando os interesses partidários entrarem em choque com os interesses do Amapá?

Uma sabatina também permite conhecer o preparo, a firmeza e a capacidade do candidato para enfrentar perguntas que não foram previamente combinadas. Na propaganda eleitoral, cada um escolhe o cenário, a música e aquilo que deseja dizer.

Na entrevista jornalística, precisa responder também sobre o que talvez preferisse não abordar. E é justamente aí que o eleitor começa a conhecer melhor quem pede o seu voto. Nenhum candidato é obrigado a aceitar um convite da imprensa. Mas o eleitor tem todo o direito de avaliar uma ausência.

Afinal, quem deseja ocupar uma das cadeiras mais importantes da República precisa estar disponível para o debate, para o contraditório e para a prestação de contas. Porque o Senado não é lugar para quem foge de perguntas. É lugar para quem enfrenta problemas, assume posições e responde pelos próprios atos.

A Rádio Diário manterá a porta aberta, os mesmos critérios e igualdade de tratamento a todos os candidatos. A partir desta segunda-feira, hoje, as perguntas estão na mesa. Espera-se que os candidatos também estejam. Porque quem pede confiança ao eleitor precisa, primeiro, ter disposição para conversar com ele.

Candidato que perde uma sabatina não perde apenas alguns minutos no rádio. Pode perder a oportunidade de mostrar que está preparado para representar o Amapá por oito anos no Senado Federal. Portanto, a partir de hoje, não importa a bandeira que estejam defendendo, todos os candidatos, indistintamente, são muitíssimo bem-vindos à Diário FM e, em especial, a este programa”.

 


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