Esportes

Cufa Amapá promove debate sobre protagonismo feminino no futebol

Encontro nesta sexta-feira, 4, reúne mulheres para discutir desafios, conquistas e a ocupação feminina nos espaços do esporte e das periferias


 

Lugar de mulher é também no futebol, dentro e fora das quatro linhas. É a partir dessa perspectiva que a Central Única das Favelas no Amapá (Cufa-AP) promove, nesta sexta-feira, 4, em Macapá, a Roda de Conversa ‘Protagonismo feminino no contexto do futebol’. A iniciativa faz parte da agenda de atividades do Torneio Taça das Favelas Feminino, no Amapá.

 

A roda de conversa coloca em pauta uma discussão que ultrapassa o campo esportivo, que é a presença, a representatividade e o direito das mulheres de ocuparem espaços historicamente marcados pela predominância masculina. O encontro pretende reunir mulheres para compartilhar histórias, experiências e desafios, além de fortalecer redes de apoio e incentivar novas trajetórias no esporte.

 

Entre as convidadas está Carolina dos Santos Lazameth (Carolina Lazaméth), professora de História, pós-graduada em Gestão Escolar e em Mídias na Educação pela Universidade Federal do Amapá (Unifap). Mestranda em Ciências Políticas pela Universidade Federal do Pará (UFPA), Carolina desenvolve pesquisa sobre gênero e raça na Amazônia.

 

Nas periferias, onde o futebol frequentemente representa muito mais do que lazer, a modalidade pode ser também instrumento de inclusão, pertencimento, visibilidade e transformação. Nesse cenário, ampliar a participação feminina significa abrir caminhos para meninas e mulheres que sonham em jogar, trabalhar, liderar projetos ou simplesmente ocupar as arquibancadas e os espaços de decisão relacionados ao esporte.

 

Para Dayane Neves, diretora administrativa da Cufa-AP, a roda de conversa é uma oportunidade de transformar experiências individuais em uma construção coletiva: “A mulher já está no futebol, ela sempre esteve. O que precisamos é garantir que sua presença seja reconhecida, respeitada e fortalecida. Essa roda é justamente para ouvir essas mulheres, conhecer suas histórias, discutir os desafios e mostrar que elas podem ocupar qualquer espaço dentro do futebol”.

 

 


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