Nota 10

Suculento e saboroso, camarão no bafo é o prato mais tradicional do Amapá

Iguaria é uma das mais amadas da culinária nortista e recordista de vendas na Praia da Fazendinha, distante nove quilômetros do centro da capital banhada pelo maior rio do mundo


 

Evandro Luiz
Da Redação

 

O camarão no bafo tem a cara do Verão e lidera os pedidos nos balneários da capital amapaense. O prato feito basicamente com o fruto do mar é tão tradicional e indispensável a ser conhecido por turistas que ganhou até concurso na programação do Macapá Verão.

 

O camarão no bafo é cozido no vapor, o que ajuda a manter a sua textura suculenta e o sabor natural. A panela a vapor ou cuscuzeira são ideais, mas uma peneira metálica sobre uma panela comum com água fervente também funciona.

 

O tempo ideal de cozimento é de aproximadamente 10 a 12 minutos, ou até que os camarões fiquem bem avermelhados e, em algumas receitas tradicionais, até os olhos ficarem pretos. É importante não cozinhar demais para não enrijecer.

 

Aprenda a fazer o tradicional camarão no bafo: ingredientes – 600g de camarão regional, cebola, tomate, chicória, três limões, duas pimentas de cheiro, pimenta amarelinha, alface para decorar.

 

 

Modo de preparo

Lave bem o camarão com casca, tempere com sal, chicória, limão e leva ao fogo. Deixe fervendo. Enquanto isso, faça o molho. Ferva o jambu no tucupí, temperado com chicória, cheiro verde e acrescenta um pouco de camarão. Coloque em uma vasilha com tomate, pimenta e limão para servir. Depois tire o camarão do fogo, escorra a água e coloque em uma vasilha decorada com folhas de alface. Sirva com farofa.

 

De acordo com os comerciantes que atuam no setor, grande parte do camarão consumido em Macapá vem das ilhas aqui do vizinho estado do Pará.  Mas empresários afirmam que essa realidade deve mudar nos próximos anos. Eles estão apostando na criação do crustáceo em cativeiro. Segundo eles, esse novo mercado pode gerar mais emprego e renda.

 

Produzir camarão em cativeiro se refere ao cultivo controlado desses crustáceos em ambientes específicos, como tanques, viveiros ou sistemas fechados. Esse método oferece uma alternativa sustentável à pesca tradicional, ajudando a preservar os ecossistemas marinhos e a atender à crescente demanda por camarões.

 


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