PM prende dois homens e apreende revólver após denúncia de venda de armas
Operação do 12º Batalhão desarticulou esquema de comercialização de armamento originário de garimpo em Oiapoque; pistola 9 mm citada pelo denunciante já havia sido vendida

Elen Costa
Da Redação
Uma denúncia anônima levou a Polícia Militar a prender dois homens na madrugada no município de Oiapoque, extremo norte do Amapá. A ação, coordenada pelo 12º Batalhão, revelou um esquema de intermediação e comércio ilegal de armas de fogo na região de fronteira.
A ocorrência teve início após a Central de Operações receber informações de que um indivíduo conhecido como “Biel” estaria armado e tentando comercializar uma pistola preta de calibre 9 mm. Com base nas características físicas repassadas, as equipes iniciaram patrulhamento e localizaram o suspeito na região indicada.
Ao notar a aproximação das viaturas, o suspeito tentou escapar correndo para o interior de uma residência que estava com a porta aberta. Os militares realizaram o acompanhamento tático e conseguiram abordá-lo ainda na sala do imóvel. Embora nada de ilícito tenha sido encontrado com ele durante a busca pessoal, Biel acabou confessando a prática criminosa ao ser questionado sobre a denúncia.
O mesmo revelou aos policiais que já havia comercializado o armamento pelo valor de R$ 1,5 mil para um comprador identificado pelo vulgo de “RP”. Ele explicou ainda que atuou apenas como intermediário do negócio a pedido do verdadeiro proprietário do armamento, e que receberia uma comissão de R$ 500 pelo fechamento da venda.
De posse das novas informações e da identidade do suposto dono da arma, os policiais se deslocaram até o endereço do segundo envolvido. O proprietário da casa autorizou formalmente a entrada e a vistoria da equipe policial, consentimento que foi registrado em vídeo pelos militares.
Durante as buscas detalhadas no quarto da residência, a equipe localizou um revólver calibre .38, carregado com quatro munições intactas, escondido dentro de um travesseiro.
Ao ser flagrado, o morador admitiu a posse do revólver e alegou que utilizava a arma para proteção pessoal. No entanto, por não possuir nenhum tipo de registro ou autorização legal de posse, permaneceu em situação de flagrante. Ele revelou ainda às autoridades que adquiriu os armamentos em uma área de garimpo.
A pistola calibre 9 mm procurada inicialmente não foi recuperada nesta ação, uma vez que o paradeiro do comprador (“RP”) não foi localizado a tempo.
Diante dos fatos, ambos os suspeitos receberam voz de prisão em flagrante. Eles foram conduzidos e apresentados no Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) de Oiapoque, juntamente com o revólver .38 e as munições apreendidas, onde ficarão à disposição do delegado de plantão para o início dos procedimentos penais cabíveis.
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