Delegado Marcos defende desenvolvimento econômico e integração do HU
Candidato do partido Democracia Cristã foi o segundo sabatinado da rodada de entrevistas com postulantes ao Governo do Amapá promovida pelo Sistema Diário de Comunicação

Douglas Lima
Editor
O candidato ao Governo do Amapá pelo partido Democracia Cristã (DC), Delegado Marcos, foi o segundo entrevistado da rodada de sabatinas promovida pelo Sistema Diário de Comunicação. A entrevista ocorreu nesta sexta-feira, 18, no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90.9). Ele apresentou propostas para áreas como economia, saúde, segurança pública, mineração, petróleo e cultura.
Delegado da Polícia Federal e ex-deputado federal pelo Amapá, Marcos destacou sua trajetória profissional no Banco do Brasil, Tribunal de Justiça do Amapá, advocacia, iniciativa privada, Procuradoria-Geral do Estado e Polícia Federal. Também citou a atuação parlamentar e a destinação de recursos para a construção do Hospital Universitário da Universidade Federal do Amapá (HU-Unifap) e do Hospital de Amor.
Na área econômica, defendeu mudança na estratégia de desenvolvimento do estado, com estímulo à agricultura, pecuária e indústria. Segundo ele, a proposta é criar cadeias produtivas e atrair investimentos para gerar empregos e aumentar a arrecadação estadual.
“Eu quero administrar a riqueza do estado do Amapá para que ela chegue na população amapaense. E como eu faço isso? Fazendo exatamente aquilo que eles proibiram: eu vou liberar para que se trabalhe o desenvolvimento da agricultura, da pecuária e da indústria”, afirmou.
Segurança pública
Com experiência como delegado da Polícia Federal, Marcos apresentou propostas para prevenção e combate à criminalidade. Ele defendeu ações integradas de inteligência e uma política que, segundo ele, deve atuar em três frentes: prevenção, repressão e ressocialização.
Entre as propostas está o chamado “Escudo da Família” que, de acordo com o candidato, seria um programa preventivo voltado a casos de violência contra mulheres, idosos e pessoas vulneráveis. A ideia apresentada é reunir profissionais de diferentes áreas e informações obtidas por agentes comunitários de saúde e de combate às endemias para identificar situações de risco antes da ocorrência de crimes.
“Não temos hoje nenhuma maneira de chegar antes, de uma maneira pensada pelo estado antes que o crime ocorra. Agora nós vamos ter”, declarou.
Sobre o combate às facções criminosas, defendeu o bloqueio das fontes de financiamento das organizações e a separação de presos de acordo com a natureza dos crimes cometidos.
Saúde e Hospital Universitário
Na saúde, o candidato voltou a destacar o Hospital Universitário da Unifap como uma das prioridades de uma eventual gestão. Ele defendeu a utilização integral da estrutura e a articulação entre União, Estado e municípios para ampliar a oferta de serviços de média e alta complexidades.
Marcos também declarou que pretende avaliar a necessidade de novas estruturas hospitalares a partir da capacidade já existente no HU e defendeu a ampliação do atendimento de saúde para outros municípios, além de melhorias no transporte de pacientes em situações de emergência.
Petróleo e mineração
Questionado sobre a possibilidade de exploração de petróleo na costa do Amapá, o candidato defendeu a realização de pesquisas e a exploração econômica dos recursos naturais, com observância das regras ambientais.
Ele também citou a mineração como uma atividade que poderia gerar empregos e renda no estado. Ao falar sobre áreas de proteção ambiental, defendeu mudanças que, segundo ele, permitiriam a exploração regularizada de determinados empreendimentos.
Sobre os royalties do petróleo, falou que o recurso pertence à União e que o Amapá teria direito à parcela prevista em lei. Para ele, os recursos devem ser aplicados principalmente em áreas como educação e saúde.
Cultura
Na área cultural, quando questionado sobre a presença do Marabaixo nas escolas estaduais, Delegado Marcos citou a realização da Virada Cultural Afrodescendente durante seu mandato como deputado federal e afirmou que pretende utilizar políticas culturais para ampliar a divulgação das manifestações amapaenses.
“Se como deputado federal eu organizei o maior movimento cultural do Amapá, imagine o que eu vou fazer como governador”, garantiu.
Ao longo da entrevista, Delegado Marcos também respondeu a perguntas sobre geração de empregos, atração de empresas, relação com a Assembleia Legislativa, reforma trabalhista, privatizações, transporte coletivo e composição de um eventual governo.
Na rodada de perguntas rápidas, o candidato afirmou que sua primeira grande obra seria colocar o Hospital Universitário em pleno funcionamento. Também declarou que aceitaria apoio de partidos no segundo turno, desde que houvesse concordância com seu programa de governo.
Ao fim, pediu aos eleitores que avaliem as propostas apresentadas durante o período eleitoral e voltou a defender uma mudança na estratégia de desenvolvimento do estado.
“O Amapá está há 30 anos fazendo a mesma coisa, cometendo o mesmo erro e esperando resultados diferentes. Eu estou propondo uma nova forma de administrar”, finalizou.
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