Cidades

Advocacia criminal enfrenta desafios entre a garantia de direitos e a criminalização da profissão

Em entrevista na Diário FM, criminalista Maurício Pereira destacou o devido processo legal, o combate aos desvios éticos e a nova geração de advogados


 

Douglas Lima
Editor

 

Diante do cenário atual da advocacia brasileira, o advogado criminalista Maurício Pereira debateu o papel, as incompreensões e os limites da advocacia criminal. O especialista abordou a constante tensão entre o direito de defesa garantido pela Constituição e a tendência de criminalização da atuação dos advogados. A conversa ocorreu durante entrevista ao programa ‘Togas e Becas’ (Diário FM 90,9) deste sábado, 19.

 

O advogado destacou que qualquer cidadão ou autoridade pode vir a ser investigado ou precisar de um defensor. Maurício criticou a postura da sociedade de buscar julgamentos e condenações imediatas, sem compreender o processo legal e o amplo direito de defesa de toda a população.

 

 

“A pessoa tem o direito de defesa e o advogado milita nisso. Ao final é o estado através do juiz que julga se ele é inocente ou culpado. Ao advogado não cabe julgar”, esclareceu Pereira, ao informar que os criminalistas não concordam com os atos dos acusados.

 

Contudo, o advogado afirmou que existem desvios de conduta cometidos por uma minoria que atua de forma ilícita para facções criminosas dentro de presídios.

 

Ao comentar o número de novos advogados no Amapá, cerca de quinhentos por ano, Maurício disse que muitos chegam ao mercado despreparados. O especialista defendeu que os jovens advogados passem por um período de acompanhamento ao lado de profissionais experientes.

 

Por fim, o criminalista afirmou que a advocacia criminal permanece sendo uma instituição indispensável para a proteção de garantias fundamentais de toda a sociedade.

 


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