Polícia

Governador Clécio exonera diretor adjunto do Iapen envolvido na morte de major

Márcio Douglas Moraes Amanajás aparecer em imagens no confronto na frente de bar na avenida Padre Júlio; ele usava Taurus 9mm particular


 

Elen Costa
Da Redação

 

O governador do Amapá, Clécio Luís, exonerou o diretor-adjunto da Penitenciária Masculina de Macapá, Márcio Douglas Moraes Amanajás, um dos quatro policiais penais envolvidos na briga que terminou com a morte do major da PM Anderson Leite Rodrigues Fernandes, no domingo, 27, na avenida Padre Júlio, no Centro de Macapá.

 

A exoneração foi publicada no Diário Oficial desta segunda-feira, 28.

 

 

Márcio Douglas é apontado nos autos como o policial penal de camisa amarela que, segundo relatos não confirmados pelas autoridades que conduzem as investigações, teria levado uma “peitada/ombrada” do major dentro do bar e sido chamado para conversar do lado de fora.

 

No confronto, Márcio Douglas estava armado com uma pistola Taurus 9mm particular. Outras duas armas usadas na ocorrência – pistolas .40 – eram do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e foram usadas por Sérgio Guerra e Uzias Palmerim, que teve a prisão em flagrante convertida em preventiva na audiência de custódia por ter efetuado tiros com o major já caído.

 

A exoneração é a primeira medida administrativa tomada pelo Governo do Estado após o caso.

 

Sérgio e Uzias devem responder a processo administrativo na Corregedoria do Iapen pelo uso de arma institucional fora de serviço e em local com bebida alcoólica.

 

O Governo do Amapá ainda não se manifestou oficialmente sobre a exoneração, mas a medida já era cobrada por policiais militares após o enterro do Major Anderson, na manhã desta ontem, 28, no Cemitério São José, sob forte comoção.

 

Márcio Amanajás ocupava um cargo de “subsídio-4”, abaixo apenas do presidente do instituto. Policial penal de carreira, o agora ex-diretor adjunto integrava a administração do Iapen havia pelo menos quatro meses. Ele também estava à frente das obras de construção de novos blocos para apenados.

 

 

Nas imagens da briga que terminou em troca de tiros e na morte do major Anderson Fernandes, de 38 anos, é possível ver o ex-diretor deixando o bar por volta das 6h, aparentemente com a mão direita sobre um objeto preto na cintura, que parece ser uma arma de fogo. Antes disso, policiais penais e o oficial da PM já haviam se desentendido no interior do estabelecimento.

 

As imagens também mostram que Amanajás aparentemente era o alvo de uma garrafa lançada pelo oficial, que não chega a atingi-lo na cabeça.

 

Pelas gravações disponíveis, não é possível determinar se o então diretor participou da troca de tiros.

 

O delegado Leonardo Leite, diretor da Delegacia de Polícia da Capital (DPC), explicou que um dos objetivos da perícia é justamente esclarecer quem efetuou o primeiro disparo.

 


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