Nota 10

Prefeitura de Macapá celebra 1° ano do Teatro Municipal Fernando Canto em uma noite de homenagens

Primeiro ano de funcionamento reforça o papel do espaço na produção e difusão da arte no Amapá


 

O Teatro Municipal Fernando Canto comemorou, na quarta-feira, 30, seu primeiro aniversário com uma programação em alusão ao Dia Nacional do Teatro, o evento também homenageou 23 artistas que contribuíram para a história da cultura amapaense. A cerimônia reuniu representantes da classe artística e da gestão municipal, com a entrega de certificados de honra ao mérito a profissionais de diferentes gerações.

A homenagem reconheceu trajetórias de artistas com décadas de atuação, incluindo profissionais que mantiveram a produção teatral durante o período da ditadura e participaram da mobilização pela valorização dos espaços culturais no Amapá. A iniciativa também contemplou trabalhadores dos bastidores, como iluminadores, figurinistas, cenógrafos e sonoplastas.

A diretora-presidente da Fundação Municipal de Cultura (Fumcult), Alegna Teixeira, destacou a importância de reconhecer os profissionais de diferentes segmentos artísticos e garantir oportunidades para que ocupem o espaço.

 

“É um momento especial, em que estamos aqui no teatro com todos os fazedores de cultura e segmentos artísticos. A utilização do palco para prestigiar esses artistas representa uma valorização. Muitos não tiveram a oportunidade de ocupar esse espaço, e é importante que entendam o quanto são valorizados”, afirmou.

Para a diretora do Teatro Municipal Fernando Canto, Núbia Oliveira, a homenagem é uma forma de preservar a memória do teatro amapaense e reconhecer, ainda em vida, pessoas que abriram caminhos para outras gerações.

 

“É muito importante que essas pessoas sejam reconhecidas em vida. Muitas enfrentaram dificuldades para fazer teatro e continuam trabalhando até hoje. É uma história que precisa ser valorizada e deixada como legado para as futuras gerações”, destacou.

 

Núbia também ressaltou a contribuição das atividades culturais para a formação de crianças e adolescentes, especialmente por meio de oficinas e ações desenvolvidas nas comunidades.

 

“Todas as pessoas que trabalham, ministram oficinas e fazem escola hoje no estado do Amapá têm como principal ponto saber que essas crianças não estarão na rua, em meio às drogas e à violência, mas estarão aprendendo e se desenvolvendo para a vida adulta”, declarou.

Entre os homenageados está Paulo Alfaia, membro fundador do Movimento Cultural Desclassificados, grupo que atua há 17 anos em Macapá. Com trajetória iniciada aos 14 anos, o artista destacou a importância de reconhecer o teatro como profissão e valorizar os diferentes trabalhadores envolvidos na produção de espetáculos.

 

“O teatro não é uma brincadeirinha. É um trabalho, um ofício, uma profissão como qualquer outra. Existe toda uma cadeia produtiva por trás de um espetáculo, com iluminadores, cenógrafos, figurinistas e dramaturgos. Tudo isso gera trabalho e renda e precisa ser reconhecido e valorizado”, afirmou.

A Prefeitura de Macapá reafirma a importância de preservar espaços públicos dedicados à arte e à cultura. O teatro representa um lugar de criação, expressão e trabalho para artistas e grupos culturais, além de possibilitar que a população tenha contato com diferentes manifestações artísticas.

 

 


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