Petrobras confirma novo reservatório de petróleo no Amapá e projeta expansão na Margem Equatorial
Falando à rádio Diário FM, presidente da estatal diz que boas notícias como essa garantem os próximos 75 anos da companhia, que está de aniversário

Cleber Barbosa
Da Redação
Rio de Janeiro – A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, e sua diretoria executiva concederam uma entrevista coletiva nesta sexta-feira (2) no Edifício Sede da Petrobras (Edise), no Centro do Rio de Janeiro, para detalhar uma nova descoberta de petróleo em águas ultraprofundas na Bacia da Foz do Amazonas, localizada no bloco FZA-M-59, na costa do Amapá.
O anúncio refere-se à identificação de um segundo reservatório no poço batizado de Morpho, a uma profundidade total de 7.081 metros (sendo 2.886 metros de lâmina d’água). Segundo a executiva, a confirmação técnica ocorreu na véspera e motivou a comunicação imediata ao mercado conforme as regras da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Principais pontos da coletiva:
Qualidade do óleo: Magda Chambriard apresentou amostras do fluido recolhido e destacou que o petróleo encontrado é de “boa qualidade”, comparável a outros grandes ativos da companhia.
Cronograma e sondas: A perfuração do poço Morpho deve ser concluída até o final de outubro, quando a sonda será desmobilizada e transferida para a Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, para operar no poço Mãe de Ouro.
Próximos passos: Após a obtenção das licenças ambientais e aval do Ibama, a estatal planeja perfurar mais três poços delimitadores na região a partir do primeiro trimestre de 2027, utilizando a plataforma de perfuração NS-43.
Nova fronteira: A presidente reforçou que, caso as expectativas se confirmem nas próximas fases de avaliação, a Petrobras estará consolidando uma nova e promissora fronteira exploratória na Margem Equatorial brasileira, nos moldes do que foi o desenvolvimento do Pré-Sal.
Sigilo estratégico: A diretoria lembrou que dados técnicos mais específicos sobre as características das rochas e volumes exatos permanecem sob sigilo contratual e regulatório por até dois anos, resguardando a competitividade da estatal.
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