Cardiologista alerta para riscos de trombose em viagens longas
Médico Eduardo Monteiro explica principais tipos de trombose, fatores de risco e medidas para evitar formação de coágulos durante longos períodos sentado

Douglas Lima
Editor
O cardiologista e ex-presidente do Conselho Regional de Medicina do Amapá (CRM-AP), Eduardo Monteiro, explicou nesta terça-feira, 13, no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90.9), os riscos associados à trombose e os cuidados necessários para evitar complicações. Segundo o especialista, o problema ocorre quando há a formação de um coágulo dentro de um vaso sanguíneo, com possibilidade de deslocamento para órgãos importantes.
De acordo com o médico, a trombose pode atingir diferentes partes do organismo e, dependendo do local para onde o coágulo se desloca, provocar complicações graves. Entre as ocorrências estão a trombose cerebral, pulmonar e a obstrução das artérias coronárias, que pode provocar um infarto agudo do miocárdio.
O cardiologista explicou que alguns problemas cardíacos, como a fibrilação atrial, podem favorecer a formação de trombos. No caso do infarto, o coágulo pode se deslocar até uma das artérias que irrigam o coração e impedir a circulação do sangue.
Um dos principais pontos abordados na entrevista foi o risco de trombose em viagens de longa duração, especialmente em voos internacionais. Permanecer muitas horas sentado pode dificultar a circulação sanguínea nos membros inferiores e favorecer a formação de coágulos.
Segundo Eduardo Monteiro, o quadro mais comum nessas situações é a trombose venosa profunda, com possibilidade de o coágulo se deslocar para os pulmões e provocar uma embolia pulmonar. Ele orienta que passageiros em viagens prolongadas evitem permanecer sentados durante todo o percurso. Levantar, caminhar e movimentar as pernas são medidas que ajudam a manter a circulação. O uso de meias de média compressão também pode ser recomendado em determinadas situações.
“A pessoa fica às vezes oito, nove, dez horas sentada, e isso faz com que haja uma estase do sangue, principalmente nas pernas, e pode se formar um trombo. O mais comum nesse tipo de situação é o trombo ir para o pulmão”, alertou.
Trombose não é exclusiva de idosos
O médico também esclareceu que a trombose não atinge apenas pessoas idosas. Embora a idade mais avançada possa aumentar a probabilidade, pessoas jovens também podem desenvolver o problema, especialmente quando existem fatores que favorecem a estagnação do sangue.
O tratamento depende do tipo e da gravidade da trombose. Existem medicamentos anticoagulantes e, em situações específicas, tratamentos trombolíticos, que precisam ser administrados com rapidez, principalmente em casos como determinadas tromboses cerebrais.
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