Parque Tecnológico deve começar a receber startups até dezembro, diz associado do setor
Lindomar Ferreira destaca crescimento do ecossistema de inovação no Amapá e explica como funcionará espaço instalado no antigo Macapá Hotel

O Parque Tecnológico do Amapá deve iniciar o funcionamento completo entre o fim de novembro e o início de dezembro com a instalação de startups e instituições no espaço que ocupa o antigo Macapá Hotel, no centro de Macapá. A informação foi dada nesta terça-feira, 13, por Lindomar Ferreira, presidente da Associação Brasileira de Startups (AB Startups), durante fala no programa LuizMeloEntrevista (Diário FM 90,9).
O espaço recebeu, na última sexta-feira, 9, novos empreendimentos comerciais, como hamburgueria, sorveteria e doceria, além da entrega da praça frontal e de áreas externas. A proposta é integrar o parque à rotina da cidade e aproximar a população do ecossistema de inovação.
Segundo Lindomar, o projeto também representa uma nova etapa para o setor de tecnologia no estado. Ele destacou que o número de startups no Amapá passou de 41 para 226 nos últimos três anos. Para o presidente da AB Startups, a concentração de empresas, universidades, institutos e laboratórios no mesmo espaço pode aumentar a interação entre os diferentes setores.
“Esse parque tecnológico vai impulsionar ainda mais a inovação porque a gente vai conseguir concentrar num único lugar as startups, a academia, que é onde nascem as startups, institutos e laboratórios. Isso vai aumentar a interação e é o combustível perfeito para a gente inovar”, afirmou.
Conhecido também como Hotel da Inovação, o prédio manterá elementos da arquitetura do antigo Macapá Hotel, mas terá nova função dentro do ecossistema tecnológico. O termo hotel está relacionado à possibilidade de startups ocuparem o espaço para desenvolver seus negócios.
A previsão é de que sejam lançados editais para selecionar empresas iniciantes que poderão trabalhar no local. O parque terá áreas de coworking, laboratórios e espaços destinados a instituições de ciência e tecnologia. Na área de entrada, também está prevista uma estrutura de atendimento para pessoas interessadas em transformar ideias em negócios inovadores.
O parque será administrado por uma organização social em conjunto com um conselho que reúne instituições como a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia (Setec), Amapatec, Universidade Federal do Amapá (Unifap) e Instituto Federal do Amapá (Ifap). A organização Inova, de Sorocaba (SP), venceu o chamamento público para a gestão do espaço.
Lindomar Ferreira também apontou áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento de novos negócios no estado, entre elas economia digital, economia verde e soluções relacionadas à cadeia de petróleo.
“É o movimento que vai criar uma nova geração de startups para resolver problemas que já existem no Amapá, mas problemas que estão chegando agora para a gente, como problemas do petróleo. A gente vai precisar de muitas startups para atender as demandas do petróleo também no Amapá”, destacou.
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