Cidades

HE fecha setembro com 540 cirurgias realizadas, sendo a ortopedia a maior demanda

Investimentos do Governo do Amapá na estrutura e no abastecimento na unidade garantem celeridade dos procedimentos e fortalece a assistência aos pacientes


 

O Hospital de Emergências (HE), em Macapá, realizou 290 cirurgias ortopédicas em setembro deste ano, nove a mais que no mesmo mês de 2025, quando foram registrados 281 procedimentos. No mês passado, ao todo, a unidade promoveu  540 cirurgias de diferentes especialidades, garantindo resolutividade aos casos. Os resultados refletem a importância dos investimentos do Governo do Amapá na organização dos serviços e no fornecimento regular de materiais, medidas que contribuem para dar mais agilidade ao atendimento e ampliar a capacidade de resposta do hospital aos pacientes que precisam de intervenção cirúrgica.

 

 

A demanda por ortopedia é impulsionada principalmente pelos acidentes de trânsito, com destaque para as ocorrências envolvendo motocicletas. Também estão entre as causas frequentes os acidentes de trabalho com ferramentas como “maquitas” e as quedas de pessoas idosas, que podem provocar fraturas mesmo em situações aparentemente simples.

 

Edinaldo Matos, ortopedista do HE – Foto: Júnior Nery/Sesa

 

“Hoje, o nosso problema número um, acho que em acidentes no Brasil, não só em Macapá, mas no Brasil todo, é a moto. Então, nós temos uma quantidade muito grande de acidentes de carro, de motos, e os nossos casos mais graves são de motos”, explica o ortopedista do HE Edinaldo Matos, ao avaliar os fatores que elevam a procura pela especialidade.

 

Celeridade no atendimento

A experiência de quem chega à unidade após um acidente mostra a importância do atendimento. Aos 31 anos, Amanda Cristina Pereira foi vítima de um acidente de trânsito na sexta-feira, 9 de outubro, quando seguia de motocicleta para buscar a filha na escola. Segundo seu relato, uma passageira abriu a porta de um carro sem observar o retrovisor, atingindo a motociclista e provocando uma fratura no braço esquerdo. Ela recebeu socorro e foi encaminhada ao HE, onde passou por avaliação e exames de imagem.

 

 

“As pessoas hoje estão cada vez mais imprudentes e desatentas no trânsito. Cheguei por volta das 13h pelo Samu; já fizeram os exames de imagem e aguardo aqui a consulta com o ortopedista para saber da necessidade de operar, contou Amanda. Três dias após o acidente, já está em casa, agora sob os cuidados da família”.

 

“Hoje o tempo de espera médio é de 48 horas, no máximo, para casos de urgência. Para as emergências, o atendimento e a resolução são imediatos”, afirma Edinaldo Matos. Segundo o ortopedista, a organização do serviço e a regularidade no fornecimento de materiais contribuem para dar mais agilidade à assistência e reduzir o tempo entre a chegada do paciente e a realização da cirurgia, quando indicada.

 

Avaliação do paciente

O atendimento começa com a avaliação da gravidade do trauma, seguida dos exames necessários e da definição da conduta médica. Fraturas expostas, luxações e ferimentos graves, como os provocados por maquitas, podem exigir intervenção imediata. Já algumas fraturas fechadas permitem o planejamento da cirurgia em um intervalo seguro, conforme a condição clínica do paciente. As cirurgias eletivas, que podem ser programadas, seguem outro fluxo de atendimento e são encaminhadas para unidades de referência, de acordo com a necessidade de cada paciente, como o Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima.

 

“Hoje nós temos material para operar, material para resolver a vida dos pacientes. Então, com isso, a gente realmente tem dado a resolução do paciente”, destaca o ortopedista.

 

A orientação do médico é respeitar as leis de trânsito, manter atenção redobrada ao circular de motocicleta e observar os retrovisores antes de abrir as portas dos veículos. Em caso de acidente com suspeita de fratura ou trauma grave, a recomendação é acionar o socorro especializado e evitar movimentar a vítima desnecessariamente até a chegada da equipe.

 


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