Reserva do Rio Iratapuru recebe segunda expedição de monitoramento da biodiversidade
Coletas de borboletas, mamíferos e aves ampliam o conhecimento sobre a fauna e fortalecem as ações de conservação da unidade de conservação

O Governo do Amapá realizou a segunda expedição de monitoramento da biodiversidade do ano na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru (RDSI). Foram coletados dados de borboletas frugívoras e a primeira de mamíferos e aves do ciclo 2026. Os resultados foram apresentados nesta terça-feira, 13.
Coordenada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), a atividade faz parte do Programa Nacional de Monitoramento da Biodiversidade (Monitora) e dá continuidade ao levantamento da fauna da unidade de conservação, iniciado em agosto deste ano. A expedição reuniu técnicos do governo e monitores moradores das comunidades do entorno, com apoio do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa).
Para o levantamento de borboletas frugívoras, foram instaladas 48 armadilhas, sendo 16 em cada trilha. Já mamíferos e aves foram registrados em caminhadas sistemáticas, pelo método de transecção linear (por amostragem). Os dados preliminares identificaram diferentes grupos de animais, como primatas, roedores, ungulados, tatus e aves terrestres, ampliando o conhecimento sobre a diversidade da fauna nas áreas amostrais.
“Cada expedição dá continuidade a um trabalho que precisa ser realizado de forma sistemática. Quando repetimos as coletas nas mesmas estações amostrais, conseguimos comparar os registros e compreender melhor a ocorrência das espécies na reserva. A participação dos monitores das comunidades também é fundamental, porque contribui para o trabalho de campo e fortalece o envolvimento local na conservação da biodiversidade do Rio Iratapuru”, destaca Maíra Lopes, chefe da Unidade de Conservação e analista de Meio Ambiente.
Monitoramento contínuo e participativo
A repetição das coletas permite comparar os registros ao longo dos anos, identificar mudanças e composição da fauna, produzindo informações para subsidiar a gestão da reserva. A participação dos monitores comunitários também fortalece o trabalho de campo e aproxima as ações de conservação da realidade das comunidades que vivem no entorno da unidade.
A próxima expedição está prevista para 18 de novembro a 5 de dezembro, quando será realizada a segunda coleta anual de dados de mamíferos e aves. A campanha deverá concluir o quinto ano de monitoramento nas três estações amostrais da reserva, ampliando a série histórica de informações sobre a biodiversidade na região.
“Investir no monitoramento da biodiversidade é fortalecer a capacidade do Governo do Amapá de conhecer e proteger suas riquezas naturais. A coleta contínua de dados permite acompanhar mudanças ao longo dos anos e produzir informações que contribuem para decisões mais seguras na gestão das unidades de conservação. É um trabalho de longo prazo, essencial para preservar a floresta e sua biodiversidade para as próximas gerações”, afirma Taísa Mendonça, secretária de Estado do Meio Ambiente.
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