Cidades

Especialista alerta para cuidados com a coluna e orienta sobre sinais de risco

No Dia Mundial da Coluna, fisioterapeuta do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCal) destaca hábitos preventivos, cuidados no dia a dia e sintomas que exigem avaliação profissional


Fotos: Divulgação Sesa

 

Neste Dia Mundial da Coluna, celebrado em 16 de outubro, o Governo do Amapá reforça a importância da prevenção e da identificação dos sinais de alerta para preservar a saúde e a qualidade de vida da população.

 

Dores nas costas, desconforto ao permanecer muito tempo sentado e dificuldade para realizar movimentos podem parecer problemas comuns da rotina, mas não devem ser ignorados quando se tornam frequentes ou persistentes.

 

De acordo com o fisioterapeuta Welington Jr. do HCal, as dores na coluna podem estar relacionadas a diferentes fatores, como sedentarismo, enfraquecimento muscular, sobrecarga física e manutenção prolongada de posturas inadequadas.

 

O uso excessivo do celular com a cabeça inclinada, as longas jornadas sentado e a falta de pausas durante o trabalho também podem aumentar a tensão muscular e contribuir para o surgimento dos sintomas. Estresse, ansiedade e noites mal dormidas são outros fatores que podem agravar o desconforto.

 

 

“A coluna humana foi feita para o movimento. Quando passamos horas sentados ou curvados sobre a tela do celular, aumentamos a sobrecarga sobre as estruturas da coluna, o que pode provocar fadiga muscular e favorecer o aparecimento de dores”, explica o fisioterapeuta.

 

Entre os cuidados recomendados estão alternar as posições ao longo do dia, fazer pausas para levantar e caminhar, manter os pés apoiados no chão durante o trabalho sentado e utilizar uma cadeira com suporte adequado para as costas.

 

Ao levantar objetos pesados, a orientação é aproximar-se da carga, dobrar os joelhos, manter a coluna alinhada e segurar o objeto próximo ao corpo, evitando torcer o tronco durante o movimento. A prática regular de atividade física e o fortalecimento dos músculos do abdômen, das costas e do quadril também contribuem para a sustentação da coluna.

 

Alongamentos suaves e movimentos leves podem ajudar a aliviar a tensão muscular, desde que respeitem os limites de cada pessoa. No entanto, quando a dor é intensa, provoca queimação ou se estende para braços e pernas, é importante interromper o exercício e procurar orientação profissional.

 

O fisioterapeuta também alerta para os riscos da automedicação, já que o uso de analgésicos e anti-inflamatórios sem acompanhamento pode provocar efeitos adversos e retardar a identificação da causa do problema.

 

Divulgação Internet

 

“Não se acostume com a dor. Quando ela persiste, reaparece com frequência ou começa a interferir no sono e nas atividades básicas, é importante procurar atendimento para identificar a causa e receber a orientação adequada”, destaca Welington Jr.

 

Alguns sintomas exigem atenção imediata, como perda de força nos braços ou nas pernas, dormência intensa, dificuldade para caminhar e perda do controle da urina ou das fezes. Dor acompanhada de febre ou que surge após quedas e outros traumas também precisa de avaliação médica urgente.

 

Na rede pública de saúde do Amapá, o atendimento pode começar pela Unidade Básica de Saúde (UBS), onde o paciente passa por avaliação clínica. Quando há indicação de acompanhamento especializado, o encaminhamento é inserido no sistema de regulação para agendamento nos serviços disponíveis, conforme a necessidade de cada caso.

 

Entre as unidades citadas pelo profissional estão o HCal, o Centro de Reabilitação do Amapá (Creap) e o Centro de Promoção Humana Frei Daniel de Samarate (Capuchinhos). A recomendação é buscar ajuda profissional diante de dores recorrentes e manter hábitos preventivos para preservar a mobilidade e a qualidade de vida.

 


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