Morre Francisco Lino da Silva, aos 91 anos
Menestrel da Universidade do Samba Boêmios do Laguinho conquistou 29 títulos do carnaval amapaense; neste ano, na quadra da Estação Primeira de Mangueira, no Rio, ele foi homenageado pela grande contribuição que deu ao carnaval brasileiro

Douglas Lima
Editor
Em decorrência de parada cardíaca, Francisco Lino da Silva, 91 anos, o Menestrel da Universidade do Samba do Laguinho, a Boêmios, morreu na tarde de domingo, no Hospital São Camilo, onde se recuperava de uma queda em casa.
O corpo de Lino está sendo velado na capela da Funerária Plaste Vida, bairro Santa Rita. O sepultamento ocorre à tarde, no Cemitério Nossa Senhora da Conceição. Antes, o corpo passará pela sede da Boêmios, no bairro Laguinho, para a despedida final.
Francisco Lino da Silva era o último dos fundadores da Universidade do Samba, que ainda vivia, tendo participado dos 29 títulos da escola, muitos deles com samba escrito por ele mesmo. No carnaval do corrente ano ele desfilou na Estação Primeira de Mangueira, em cuja quadra foi homenageado pela sua contribuição ao carnaval brasileiro.
Durante o velório, pela manhã, a filha de Lino, Patrícia Oliveira Silva, chamou o pai de um homem que valorizava a família, sendo presente em todos os momentos dos filhos e parentes, e um inveterado boemista, usando as cores da Universidade do Samba até na intimidade de seu quarto, onde tudo é vermelho e branco.
Roberval da Silva Dias, o Punga, sobrinho de Francisco Lino, falou da perda para ele irreparável, que foi a morte do tio, “uma pessoa boa, acima de tudo, que valorizava a família, a escola de samba a que pertencia, e que tratava todo mundo bem, sem qualquer tipo de discriminação”.
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