
Como diria o grande filósofo contemporâneo do arrocha, Pablo, “foi bonito, foi. Foi intenso, foi verdadeiro”. Tais versos se enquadram perfeitamente no que foi a festa da torcida nas arquibancadas do Mangueirão. Embora não tenha alcançado mais uma vez a contagem oficial de 35 mil pagantes, o Fenômeno Azul foi o suficiente para que a festa entrasse na história, sem por nem tirar um só grito ou palma.
Da mesma forma que cantarolou e empurrou o time contra Paysandu e Cuiabá, pela Copa Verde, a torcida azulina incentivou do início ao fim da partida. Não foram poucas as demonstrações de amor. Desde as bandeiras personalizadas com o rosto de cada atleta penduradas no guarda corpo da arquibancada, até os gritos de ‘olé’ aos 40 do segundo tempo, tudo foi milimetricamente orquestrado para um fim apoteótico.
Mais uma vez, a renda de uma partida do Leão alcançou a cifra invejável de R$ 975.675,00, e tirando as despesas, mais a porcentagem de 30% da justiça trabalhista, deixou o clube numa situação confortável, com 60% da renda líquida. Mas se na contagem do lucro tudo foi bem, lá fora, uma multidão acabou sem acesso, mesmo com ingressos em mãos.
Foi o caso do autônomo Antônio Carlos Martins, que chegou ao Mangueirão por volta das 15h45, mas na hora de tentar o acesso pelo portão B, foi impedido, juntamente com outras dezenas de torcedores. “Nós não conseguimos entrar mesmo com os ingressos. Eu quero saber o que está acontecendo, porque isso é um desrespeito com o torcedor”, desabafou.
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