Qualidade do Ensino

No Maranhão o grande problema também incluía a baixa escolaridade, principalmente no interior, onde não chegava nem a professora nem a escola.

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O grande problema da educação no Brasil é a qualidade do ensino, a evasão escolar e a formação dos professores, que, abandonados e com baixos salários, vegetam na rotina da repetição das aulas.

No Maranhão o grande problema também incluía a baixa escolaridade, principalmente no interior, onde não chegava nem a professora nem a escola. Então, com o Professor José Maria Cabral iniciamos a era do planejamento e a elaboração de um programa de metas, que foi exemplarmente executado. Assim é que criamos e atingimos o objetivo de uma faculdade por ano, um ginásio por mês e uma escola por dia. Era o celebrado Programa João de Barro, até hoje objeto de teses universitárias, que criou mil e quinhentas salas de aulas, com a escola sustentável, construída pela comunidade, operada por professores às expensas do Estado, e os materiais de ensino pagos pelo município. E o Estado inteiro foi coberto de escolas, simples, mas eficientes. Era um passo à frente do programa de Djalma Maranhão, do Rio Grande do Norte, “De Pé no Chão Também se Estuda”. O nosso programa era tão revolucionário que o regime militar de 64 julgou-o subversivo e depois que saí do governo foi determinada sua extinção.

Oficial só existia no ensino médio o Liceu Maranhense. Criamos o programa dos Ginásios Bandeirantes; foram construídos 64 no interior e, a partir daí, no interior ninguém precisou mais sair em busca de preparação para universidade em S. Luís. Quantas pessoas que estão hoje na magistratura, no ministério público e noutros altos postos do estado e do país não me encontram e dizem para meu orgulho: “Eu estudei no Ginásio Bandeirantes”, para em seguida dizer o seu município.

No ensino universitário só tínhamos públicas as escolas de Direito, Farmácia e Odontologia. Pela ação de Dom Delgado fundara-se a Universidade Católica do Maranhão. Então, diante dessa precariedade, resolvemos criar uma escola por ano e criamos as faculdades de Administração, Agricultura, Engenharia, Comunicação e para marcar o primeiro passo para o futuro, a Faculdade de Educação de Caxias, interiorizando o ensino superior no Maranhão. Depois foi pelas mãos do Presidente Castelo Branco que unimos todas as escolas e fundamos a UFMA.

Com uma visão moderna, mandei ao Japão, para melhorar a qualidade do nosso ensino, buscar novas tecnologias, os irmãos Lobato e Anselmo. Fomos os primeiros no Brasil a instalar os circuitos fechados de TV e colégios com esse instrumento e as novas tecnologias. E inventamos a TV Didática, que depois chamou-se Educativa, há 50 anos no Maranhão. Assim fizemos História.

Agora leio que escola digna é “na antiga sala de taboa, uma salinha improvisada e um quadro verde, com um desenho em giz do sistema solar, feito por um professor”. E que o Governador teve a maior emoção de sua vida!

Veja-se o quanto regredimos: há 50 anos 1500 salas de aula, ensino médio onde não existia nada e faculdades onde faltava tudo!

Essa é a “Escola Digna” e o “Plano B” (leia a subliminar indução a PC do B)! “Escola Digna” é um quadro verde e Plano PC do B, “Plano B”.

E a qualidade do ensino? Antigamente tínhamos os Centros de Qualificação e Reciclagem. Hoje o futuro está no “Quadro Verde (B)”, exemplo para o Brasil. É: o Facebook tem de estender o programa de acabar com as fake news.


 
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