Revanche só em Copas

A perspectiva da décima colocação do Brasil entre os ganhadores de medalhas no Rio/16, está, aos poucos se tornando inviável, devido a baixa posição brasileira, até ontem, em 15º lugar, com 14 delas, sendo quatro de ouro e cinco cada de prata e bronze.

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Está no ar a ideia de revanche dos 7 a 1 contra a Alemanha pela medalha de ouro, na partida final do futebol olímpico, amanhã, no Maracanã. O retrospecto das duas seleções indica flagrante favoritismo brasileiro para o inédito título. A diferença maior, no momento, está que o time de Neymar se reforçou com elenco de primeira linha dos clubes do país, enquanto os alemães, voluntariamente ou por dificuldade mesmo, formou uma seleção sem grandes astros dos clubes locais. Embora ainda permaneça na garganta dos torcedores a derrota na Copa o fato é que a diferença entre Copa do Mundo e torneio olímpico é muita grande. Amanhã, claro, vale a vitória como prova da qualidade atual das duas seleções e não como sentido de desforra raivosa, palavra incomum no esporte.

A perspectiva da décima colocação do Brasil entre os ganhadores de medalhas no Rio/16, está, aos poucos se tornando inviável, devido a baixa posição brasileira, até ontem, em 15º lugar, com 14 delas, sendo quatro de ouro e cinco cada de prata e bronze. A maior dificuldade é que os adversários mais próximos são Itália, França, Holanda e Austrália, este com sete medalhas , em décimo lugar, tornando dificil a subida do Brasil, porque nas finais restantes dos vários esportes são remotas a conquista de um número para se igualar aos países que estão na frente. Algumas modalidades tinham com certa a conquista do ouro, o voleibol feminino, bicampeão olímpico e acabou perdendo na semifinal para a China, depois de passar a fase classificatória invicta, sem perder um set sequer.

O desejo do Comitê Olímpico Brasileiro é válido, mas, ao mesmo tempo, precisava estruturar as diversas equipes nacionais para chegar ao objetivo almejado. Se não deu certo agora, a solução é ter o mesmo pensamento em relação a Tóquio, em 2020. Uma delegação que participa de competição com atletismo e natação juntos e que têm em jogos mais de 70 medalhas e, ao final, conquistar apenas uma, infelizmente, é não querer evoluir. O atletismo pode dar muitos campeões, por ser um esporte natural e aceito por todos so jovens. A natação tem campo para ser desenvolvida, pois o Brasil é um país costeiro e nadar é necessário.

Vale lembrar os medalhistas do Brasil até o 12º dia de competição do Rio/16: Ouro: Rafaela Silva (judô),Thiago Braz (atletismo),Robson Conceição (boxe); Martine Grael e Kahena Kunze ( 49erFx) Prata: Henrique WU( tiro), Diego Hipólito (ginástica), Arthur Zanetti (ginástica), Isaquias Queiroz (canoagem), Ágata e Bárbara (voley de praia); Bronze: Maira Aguiar (judô), Rafael Silva (judô, Arthur Nori (ginástica), Poliana Okimoto (maratona aquática) Isaquias Queiroz ( canoagem).


 
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