Wellington Silva

A  5 x 2 e os camaleões


 

“Uma vitória histórica”, foi a frase emocionada de Lula após a vitoriosa votação favorável a escala 5 x 2 para o universo do trabalho brasileiro.

Aos poucos o painel de votação do Senado Federal, em 1º e 2º turno, já indicava forte tendência para a aprovação de tão esperada matéria.

E “entonces”, momentos antes, a dita tropa de choque bolsonarista, contrária a matéria, aliados de última hora do capital especulativo, articularam boicotar a pauta e tentaram a todo custo obstruir a proposta para o fim definitivo do projeto da escala 5 x 2.

Foi graças aos movimentos populares de rua, com participação em massa da classe estudantil brasileira, principalmente, de universitários, somada as grandes campanhas de conscientização nas redes sociais, que forçaram bolsonaristas e camaleões da política brasileira a rapidamente mudarem de opinião e aderirem a aprovação da proposta da escala 5 x 2.

Do alto de sua experiência política, sempre muito previsível, visionário e estratégico, Lula de antemão já sabia que a oposição não teria outro caminho a não ser atender o grande clamor popular:

O fim da escala 6 x 1!

Isso significa dizer que o trabalhador passará a ter apenas cinco dias de trabalho e dois dias para descanso ou lazer com a família e amigos, conquista social substancial para quem mora em grandes metrópoles e tem, diariamente, uma vida super agitada, muito estresse no trânsito, cargas de trabalho excessivas e muito pouco descanso.

E nem bem a matéria foi aprovada já corre “a grita” no meio empresarial especulativo que a aprovação da escala 5 x 2 irá abalar a economia, a produção, vendas, exportação e importação de produtos.

Se olharmos com a visão de um pesquisador de história iremos constatar que esta mesma “grita” de “fim do mundo civilizado”, fim da economia, se deu após a abolição da escravatura, em 13 de maio de 1.888, e, posteriormente, tempos depois, após a criação e promulgação da Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT, através do Decreto-Lei nº 5.452 datado do dia 01 de maio de 1.943.

Em 1.962 houve outro “protesto” do capital especulativo após a aprovação da Lei 4.090/62 criando o chamado 13º salário para a classe trabalhadora.

Essa mais que merecida gratificação equivale a 1/12 do salário de dezembro para cada mês trabalhado.

Outro desespero histórico da classe empresarial ocorrido no Brasil se deu após a aprovação das férias remuneradas para a classe trabalhadora.

Na época, diziam que o país iria parar e jamais parou, muito pelo contrário!

As férias no Brasil são um período de descanso remunerado, geralmente concedidas a cada 12 meses de trabalho.

Mas os camaleões da política brasileira não querem saber de história, não querem saber de luta trabalhista, de sindicatos e sindicalistas, e muito menos querem saber de artistas e intelectuais, da imprensa livre e de Lula contrariando seus egoístas e imundos interesses.

Negócio deles é mala cheia!

Verdade se diga, só votaram favorável a escala 5 x 2 por força da pressão popular das ruas!

Avante juventude guerreira progressista!

Avante todo mundo!

É preciso estar atento e forte!

 

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