Wellington Silva
A absurda lógica ilógica israelense

A história sempre mostra que a absurda lógica de despejar bombas e mais bombas em uma cidade para tentar atingir o inimigo causa sempre mais desgraça em vítimas civis do que a alvos militares.
Durante a Segunda Grande Guerra Mundial, e até o seu final, os nazistas tiveram muito trabalho com a resistência polonesa e francesa que repentinamente apareciam e desapareciam e executavam com precisão suas emboscadas e destruíam trens carregados de armas e munições, comboios de tanques e a morte de oficiais.
Na Polônia, a incursão da tal blitzkrieg não adiantou muito. Mesmo com o cerco e total ocupação militar nazista ao território polonês a resistência deste heroico povo continuava oportuna. Antigas instalações de esgotos, lendários túneis, tudo era usado para atingir e enfraquecer a dominação nazi. Os que lutavam pela resistência eram como fantasmas que apareciam e desapareciam, e causavam sérios estragos ao inimigo invasor!
Era preciso ter coragem, e sobretudo, conhecer o terreno para assim agir rapidamente e sair furtivamente…
Na França ocupada, não foi diferente!
A heroica resistência francesa usava florestas, túneis e esgotos para realizar suas incríveis emboscadas contra os nazistas e inesperadamente desaparecer, para desespero dos mesmos!
E, no final, nem todo o poder opressor da inteligência e da máquina de guerra nazista conseguiu debelar a atividade da resistência polonesa e francesa!
Hoje, particularmente, considero um horror e um absurdo a quantidade de bombas diariamente jogadas por Israel em Gaza para “na aventura” tentar atingir uma ou duas lideranças do Hamas, ato que já resultou na morte de milhares de inocentes, crianças e idosos.
Parece que a lógica da estratégia militar de Israel é “tentar” causar o máximo possível de danos ao inimigo e poupar a infantaria de grandes surpresas, antes da invasão por terra, tarefa que não será nada fácil!
A cidade de Gaza está em escombros, em ruínas, com corpos espalhados por todos os lugares, após os intensos bombardeios.
Como os tanques passarão em meio a tantos escombros, ruínas, desgraça e destruição espalhada por todos os lados? Com o uso de tratores e da infantaria, sob o olhar e mira de atiradores do Hamas, que bem conhecem o terreno, e aparecerão e desaparecerão em túneis, inesperadamente, em atos de emboscadas, para desespero das tropas de Israel?
Qual será o resultado final de tanta desgraça, o The Final Cut, O Ponto
Final desta guerra insana entre Israel e palestinos?
A morte de jovens soldados israelenses e de garotos cheios de ódio, desprovidos de sentimentos, recrutados pelo Hamas?
O tempo dirá, sempre a assistir este velho inferno terreno de Dante, um histórico conflito que já deveria ter sido resolvido pela ONU em 1.948, repetimos, após a criação do estado de Israel.