Wellington Silva

A matemática viável para a terceira via


As últimas pesquisas indicam Luís Inácio (Lula) da Silva com 42% das intenções de voto seguido de Bolsonaro com 28%, Ciro Gomes 6,7% e logo atrás e no páreo Sérgio Moro com 6,4% na preferência eleitoral.

Na avaliação do jornalista Boris Casoy, ainda é fevereiro, e Lula não pode cantar vitória antes do tempo. Muitas águas ainda podem rolar embaixo da ponte! Se os demais concorrentes se derem conta, pé no chão, a tendência é alcançarem um índice percentual de 45%, o que dá tranquilidade a derrota de Lula ou Bolsonaro. Mas isso exigirá muita união para o fortalecimento de um novo projeto político!

Neste corre-corre que ultimamente se vê, de fusão de partidos, tudo na base do salve-se quem puder, o conceito de federação partidária logo imprime, de bate-pronto, o chamado acordo de sobrevivência partidária. E então, o pesado tabuleiro do xadrez político nacional torna-se um jogo pesado de muitas conversações, diálogo, para finalmente fechar o acordo político. Quem souber com astúcia e boa articulação encorpar o jogo, aglutinando grandes forças partidárias, obviamente que terá maiores chances e oportunidades de tempo de mídia, apoios regionais, recursos para financiamento de campanha, etc…

Mas, todavia, fico cá com meus botões e com a opinião do Jornalista e Professor Marco Antônio Villa, ou seja, tudo isso fatalmente relega a escanteio o programa ideológico e partidário que com tanto ardor antes víamos e ouvíamos nas empolgantes retóricas de Ulisses Guimarães, Tancredo Neves, Leonel Brizola e Miguel Arraes, durante a campanha das Diretas Já e durante e após a promulgação da Constituição, em 1988.

Esse empobrecimento temático, programático, retórico, de falta de planos, programas e projetos consistentes é que preocupa a todos nós, no momento e por enquanto prevalecendo a tal sobrevivência partidária.

Quando veremos ou teremos grandes novidades nos discursos, como Brizola por exemplo fazia nos anos 80, com brilho nos olhos e grande empolgação na oratória ao falar do fantástico e hoje abandonado projeto dos Centros Integrados de Educação Pública, os CIEP’s, instituições públicas criadas por Darcy Ribeiro, quando era Secretário de Educação no Rio de Janeiro, e Brizola era governador da outrora cidade maravilhosa?

O brilhante objetivo dos CIEP’s era oportunizar educação de qualidade, esportes, alimentação rica e nutritiva, boa assistência médica e atividades culturais variadas, em tempo integral, a crianças carentes. Portanto, o projeto era eminentemente focado nas classes populares.

E o que houve com os CIEP’s?

Abandonado!

Qual motivo?

Políticos o consideraram caro!

Mas, a grande questão é:

Quanto realmente vale a educação da criança brasileira se a Constituição expressa como dever de estado a educação, saúde, cultura e esporte?

Mas, voltando a grande questão da terceira via, em suas falas Ciro Gomes opta em atacar e dividir concorrentes desta terceira via.

Para analistas políticos, mesmo com sua experiência política Ciro atira no próprio pé, mira e atira em alvos errados e contribui a desmobilizar forças para frear Lula e Bolsonaro, colaborando dessa forma a polarização extrema e enfraquecimento de uma melhor opção.

Refletir é preciso!