Wellington Silva
Certo sim, seu errado?

Nunca na história deste país se viveu uma situação política tão hilária e absurda como a que estamos vivendo atualmente!
Se a Presidência da República Federativa do Brasil é uma Instituição quase sagrada hoje simplesmente a transformaram em teatro de ambientação de absurdos dada a intensidade de declarações extremamente agressivas, descabidas, inconstitucionais e muito insensatas a pisotear gravemente nossa Constituição, principalmente, os poderes constituídos e o estado democrático de direito.
Todos estamos cansados de ver e ouvir as malucas ameaças de golpe, a velha e louca retórica do fecha tudo, as covardes táticas revanchistas e os atos públicos desrespeitosos e agressivos contra jornalistas que tem o papel fundamental de informar e de ser um provocador, no bom sentido, a fim de obter a informação desejada e o público alvo intuir o seu devido balizamento sobre o comportamento, opinião e visão de cada candidato a cargo eletivo. Não é nada pessoal pois este é e sempre será o papel fundamental da imprensa séria, livre e sempre pensante, o de ser provocadora, quando necessário!
É só isso e nada mais que isso!
Tempo passará, e tudo passa, tudo passará, como poeticamente cantou Nelson Ned, e a imprensa livre nacional e local continuarão sempre vigilantes aos fatos e acontecimentos do dia, da semana, do ano, sejam eles bons ou ruins, porque este é seu histórico e crucial papel!
O que não se pode admitir, de forma alguma, são agressões “verborrágicas” à ciência, a democracia, a cultura brasileira, ao livre pensamento, a liberdade de culto!
O que não se pode admitir, de forma alguma, são atos debochados sobre a pandemia da covid-19 e suas vítimas!
O que não se pode admitir, principalmente, é o negacionismo vil, implícito e explícito!
O que não se pode admitir, também, é a gravidade de confrontos contra o que estabelece a lei civil pública, pois ninguém, nenhum brasileiro, nenhuma autoridade pública, nenhum cidadão ou cidadã deste país pode estar acima da lei!
E, como diz o velho ditado, decisão judicial não se discute, se cumpre, até que se prove o contrário, mister lembrar que o Brasil possui uma das legislações mais brandas com o erro, com a impunidade, mesmo e apesar da Lei de Ficha Limpa se encontrar em pleno vigor.
A grande questão é que o Brasil, diferente e indiferente a outros países, nega a imediata prisão em segunda instância mesmo que as provas sejam irrefutáveis contra o réu, o corrupto e o corruptor, o criminoso em potencial…
Isso nos faz lembrar a canção da lendária banda Casa das Máquinas, Certo Sim Seu Errado:
“Quem é você, pra dizer o que eu devo fazer? Quem é você, pra dizer o que eu devo sentir? Quem é você, pra dizer o que eu devo pensar?
Certo sim, seu errado?
Quem é você, pra dizer o que eu devo cantar? Quem é você, pra dizer como devo me vestir? Quem é você, pra dizer como devo andar”?
Certo sim, seu errado!?