Wellington Silva
Cop-30, que rumos tomar?

Inadmissível é “barreirar” na Cop-30 a entrada dos legítimos donos da terra, os povos da floresta, e legais representantes da sociedade civil organizada.
Faltou bom senso, organização, planejamento e um pouco de humanismo para chamar as lideranças dos povos da floresta, todos desejosos em participar do evento, assim como os representantes da sociedade civil organizada, simplesmente para conversar e depois permitir o acesso e mais que legítima participação deles no dito evento.
A confusão pegou mal, muito mal, e pior ainda a agressão dos seguranças.
Dizem que bolsonaristas infiltrados podem ter provocado a confusão e o quebra-quebra. Verdade ou dúvida, é sempre bom mandar investigar!
E ficou no ar aquele clima, aquela má impressão de elitismo, divisionismo, preconceito, seletividade da burguesia.
Um evento desta natureza, de tão magna importância, onde os olhos da humanidade estão direcionados principalmente para a Amazônia, o pulmão do mundo, nada mais justo que grandes lideranças amazônicas, principalmente os povos da floresta e entidades sindicais, participarem ativamente do evento, das rodas de conversa, dos debates, das propostas e encaminhamentos de negociações.
Muito se tem a discutir sobre a segurança da questão espacial ou geográfica da Amazônia, a tão necessária regularização e proteção das reservas indígenas, quilombolas, das comunidades tradicionais agrícolas.
Dentro desta pauta imperativa de discussão o desenvolvimento sustentável deve ser obrigatoriamente o norte do planejamento mundial para o presente e futuro do planeta, diga-se de passagem, sem combustível fóssil, sem gases poluentes e sem explorações madeireiras e auríferas predadoras ilegais.
Se no final de um evento tão importante não forem tomadas medidas sérias para a grave crise climática já chegará muito tarde e inócua qualquer próxima intenção de se fazer algo sério.
Por isso, o velho ditado, hoje, é altamente imperativo:
Antes tarde do que nunca!