Deus nos livre de uma herança nuclear

Que Deus nos livre de uma herança nuclear. O mundo está abalado com toda esta loucura propagada pela Coréia do Norte e suas ameaças à Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos. O saudoso poeta Vinicius de Moraes nos faz sempre refletir seu poema, Rosa de Hiroshima, musicado nos anos 70 pelo fantástico grupo Secos& Molhados.

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Bom seria se o professor Pardal, da Disney, levasse o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, a dar um passeio legal em sua máquina do tempo, e desse um bug daqueles, na máquina, fazendo-o ver “in loco” a “desgraceira” que é um cogumelo nuclear e suas malditas consequências. Melhor seria se de repente uma inteligência superior, de um planeta longínquo, lhe ofertasse uma passagem só de ida a um planeta desolado e bem distante da Terra somente para fazê-lo ver quão pequeno é diante do muito que tem de aprender sobre si mesmo, os mistérios da natureza terrestre e os mistérios da natureza universal. Levaria algum tempo em nosso tempo terrestre para ocorrer uma reforma positiva nesta criatura predadora, mas, para o Supremo Arquiteto do Universo, nada, absolutamente nada é impossível!

Os testes de mísseis balísticos intercontinentais promovidos pela Coréia do Norte, aqueles medonhos monstrengos que só causam destruição e morte, cortaram os céus do território japonês. E muita gente não sabe quão caro, the long, long time (ha muito e muito tempo) está custando ao sofrido povo da Coreia do Norte o custeio deste diabólico arsenal atômico e de seu exército, marinha e aeronáutica.Com uma população de 24 milhões de habitantes, as taxas de mortalidade infantil e materna sofreram um aumento de pelo menos 30%, isso no período de 1993 a 2008. Atualmente, a situação por lá é bem pior. De acordo com dados do censo-coreano e do Fundo de População das Nações Unidas, a expectativa de vida (69 anos) é desesperadora e caiu consideravelmente. O Programa Alimentos para o Mundo, da ONU, informa que uma entre três crianças norte-coreanas, com menos de cinco anos, é desnutrida. E mais: mais de uma entre quatro pessoas precisa de ajuda alimentar. Apenas uma entre 17 recebe ajuda. Motivo: os doadores não desejam enviar ajuda a um país que insiste em desenvolver armas nucleares.

Em 1945, quando a Península Coreana foi dividida, a Coreia do Sul era mais pobre do que a Coreia do Norte. Atualmente, em média o trabalhador ganha 15 vezes mais no Sul. O número de desertores da Coreia do Norte que chegam à China e a Coreia do Sul tem aumentado consideravelmente. Os mercados são a única fonte de renda desse povo sofrido, considerados uma afronta ao credo do falido governo socialista estatal norte-coreano. As empresas estatais estão definhando há 30 anos e eles fazem de tudo para escaparem da fome e da miséria.“Se você não vender, você morre”, declarou uma ex-professora, uma mulher de 51 anos com rosto redondo e cabelo preso. Ela foi forçada pelas circunstâncias da vida a passar de funcionária pública obediente a comerciante ilegal, porém, não conseguiu escapar das dificuldades. Um operário de construção vive há tanto tempo na miséria e seu empregador estatal não lhe paga faz tanto tempo que já esquecera seu próprio salário. Ele e sua esposa, clandestinamente, procuram ganhar a vida vendendo pequenos sacos de detergente no mercado negro. Com a drástica decisão do governo norte-coreano de desvalorizar a moeda do país, a economia da família caiu de cerca de US$ 1.560 para US$ 3 (DADOS: THE NEW YORK TIMES).

Não queremos a continuidade da miséria do povo da Coréia do Norte e não queremos jamais a medonha reedição de uma guerra fria de fortes tensões como a que se viu entre Estados Unidos da América e a extinta União Soviética, em outubro de 1962, com a famigerada crise dos mísseis de Cuba, ou crise do Caribe. Na época, um acordo entre o líder soviético, Nikita Kruschev, e Fidel Castro, possibilitou a instalação de mísseis balísticos R-12 Dvina e R-14 Chusovaya, em território cubano. Um avião espião norte-americano Lockheed U-2 fotografou as instalações dos mísseis. Isso foi o suficiente para os EUA militarmente cercar Cuba com sua frota naval. Os russos, por seu turno, vendo seus planos ameaçados, também resolveram enviar navios de guerra para a região do conflito em apoio ao líder cubano Fidel Castro. O Papa João XXIII, na época, se jogou ao chão da Santa Cruz, com os braços abertos, em forma de cruz, implorando clemência Divina, e muito orou pela paz no mundo. Depois, conversou por telefone com os líderes envolvidos no conflito, implorando bom senso e paz. Finalmente, os russos cederam e os mísseis foram desmontados e levados à ex-União Soviética.

Que Deus nos livre de uma herança nuclear. O mundo está abalado com toda esta loucura propagada pela Coréia do Norte e suas ameaças à Coréia do Sul, Japão e Estados Unidos. O saudoso poeta Vinicius de Moraes nos faz sempre refletir seu poema, Rosa de Hiroshima, musicado nos anos 70 pelo fantástico grupo Secos& Molhados:
“Pensem nas crianças mudas, telepáticas, pensem nas meninas cegas, inexatas, a rosa radioativa, estúpida e inválida …”
Paz na Terra aos homens de boa vontade…


 
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