Wellington Silva
Em defesa da democracia, da Constituição e do estado democrático de direito

As ideologias totalitárias de muito já deveriam ter sido abolidas da face da terra, e todas as suas formas e natureza de origem já deveriam ter sido esquecidas. Elas só trouxeram horror, dor e sofrimento a humanidade!
Infelizmente, a torpeza do intelecto humano, o instinto vil de dominação do mais forte sobre o mais fraco, dos abastados sobre os desvalidos, pobres e esquecidos, ainda insiste e persiste em querer beber nas fontes espectrais do passado, do holocausto, da idolatria totalitária quando o pânico, o terror e o medo assombravam a todos…
Hoje, triste e lamentável é ver um Brasil de milhares de inocentes úteis guiados por cegos guias de cegos, useiros e vezeiros do uso indevido da Bandeira Nacional para pregar o ódio, a intervenção militar, a agitação do caos, o fecha tudo, o fechamento do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, das instituições públicas, e até o controle e censura de institutos de pesquisa e da livre imprensa.
Em verdade, tudo não passa de claros atos perpetrados por agitadores da desordem e do caos contra a Constituição, o federalismo, contra o estado democrático de direito e, no geral, não passam de aberrações contra o processo natural evolutivo da República Federativa do Brasil.
Em qualquer nação democrática quem defende intervenção militar e um modelo de governo absoluto abertamente também defende o sepultamento de sua própria nação, e soterra, insanamente, todos os pilares democráticos do estado de direito. O ato insano, por si só, significa enterrar o espírito constitucional de uma nação livre, soberana e democrática!
Defender um governo absoluto, total, centralizador e negacionista, contrário à ciência e em permanente desobediência ao direito, é o mesmo que cuspir, pregar e assassinar na cruz o espírito evolucionista contido em nossa Bandeira Nacional, tão bem pensado e idealizado pelos autores positivistas Raimundo Teixeira Mendes, Miguel Lemos, Manuel Pereira Reis e Décio Vilares:
ORDEM E PROGRESSO!
A defesa aberta, total e absoluta, em manifestação pública, de qualquer ideologia totalitária contrária aos princípios democráticos constitui crime grave contra a Constituição da República Federativa do Brasil e contra a Carta das Nações, estabelecida pela ONU. Significa cuspir e vomitar na Bandeira Nacional e em todos os pilares conceituais que tão bem definem o estado democrático de direito.
Paradoxalmente, os que se dizem “patriotas” defensores da pátria e da família, e em verdade defendem a “intervenção militar urgente no Brasil”, não passam de agitadores da desgraça e do caos contrários ao natural processo evolutivo de uma nação.
Portanto, constitui dever constitucional, legal e principalmente moral de qualquer Força Armada, parlamento e poder de justiça de país integrante do mundo democrático e das Nações Unidas em ser eminentemente constitucionalista, defender os valores democráticos, defender a soberania de seu país e fundamentalmente defender o estado democrático de direito, quando este estiver sob grave ameaça.
Como pode existir Ordem e Progresso quando o estado e apoiadores fabricam a agitação do caos, o ódio, o enfraquecimento e a desagregação institucional, política e religiosa, assim como fabricam o enfraquecimento do conhecimento, da pesquisa, das universidades e faculdades, das comunidades tradicionais, atentando contra o bem maior de uma nação livre, soberana e democrática:
A educação?
Mais que necessariamente, pensar é preciso, porque o pensamento é movimento, é causa e efeito, ação e reação!
Porque ser legal, é preciso…