Wellington Silva
Encontro dos Tambores, nossa raiz cultural

Padre Paulo deu um “ralho” nos omissos que infelizmente não compareceram ao nosso tradicional Encontro dos Tambores, na UNA, agora rebatizado de Centro Cultural.
Motivo:
A pequena presença de pais e mães de santo de terreiro e das comunidades encarregadas em apresentar sua tradição cultural através do batuque.
Ficou no ar um clima ruim de divisionismo político, de egos antagônicos que ultimamente vem prejudicando todo o esplendor de herança cultural deixada por nossos ancestrais.
Padre Paulo, em poucas palavras, salientou que a ancestralidade está acima de questiúnculas políticas, favas do bolsonarismo nestes tempos de radicalismos extremos, conveniências pessoais e falta de comprometimento com nossa identidade cultural.
Mas, no geral, a festa em si, a abertura com a tradicional Missa dos Quilombos, foi simplesmente belíssima!
Verônica do Marabaixo deu o tom, entoando cantigas que sempre tocam a gente, bem lá no fundinho da alma, e soltou a voz e cantou como nunca!
Padre Paulo, com o seu natural espírito carismático e popular celebrou a comovente cerimônia, acompanhado de Pai Marcos e demais Pais de Santo presentes ao evento.
E depois veio aquele axé muito legal com banho de cheiro para todos e distribuição de frutas, o compartilhamento caritativo da fartura, a produção da Mãe Terra aos seus queridos filhos.
Seguidamente veio o grande batuque e o Marabaixo da Favela logo contagiou a todos os presentes, populares que rapidamente foram a grande roda para dançar, brincar, se divertir naquele ritmo cadenciado tão envolvente.
Na sequência outras comunidades também se apresentaram na grande roda sob olhares da diretoria da verde e rosa, a tradicional Mangueira.
Rogamos a Deus e aos Orixás que irradiem de positividade a consciência interna das lideranças de cada comunidade para que convertam em união tão desnecessária e absurda desunião, pois quem perde com isso somos todos nós, produtores culturais, povo, comunidade.
Nossas raízes culturais devem ser bem cuidadas, preservadas e divulgadas através das novas gerações para que assim elas possam saudavelmente evoluir no tempo.
É isso aí!
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