Lutero e a maçonaria

Para ávidos pesquisadores, o mais interessante são os chamados bastidores da história, fontes reveladoras do fio da meada da construção histórica.

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A união histórica de duas correntes importantes teve papel determinante para o sucesso da reforma protestante: A Maçonaria Católica e a Protestante.

E por quê? A tradução dos textos sagrados do grego para línguas conhecidas, e a necessidade de respeito à profissão de fé de cada um. A história tem como base e se fundamenta na memória oral, documentos históricos e achados arqueológicos (ossadas, antigas construções, urnas funerárias).

Para ávidos pesquisadores, o mais interessante são os chamados bastidores da história, fontes reveladoras do fio da meada da construção histórica.

Martinho Lutero jamais teria alcançado seus objetivos, a realização da Reforma Protestante, se não tivesse tido apoio das ordens iniciáticas da época e pego carona na embalada do Iluminismo, movimento que entusiasmou e empolgou príncipes, intelectuais, pensadores e burgueses, com a participação ativa de ilustres maçons. Teria virado torresmo na fogueira da inquisição! Em 1521, Lutero é acusado de heresia e condenado à fogueira da inquisição. Logo é procurado pelas tropas leais aos cardeais de Lyon, na França, sede do poder máximo da Igreja Católica. Através de Frederico, o sábio, figura respeitada no seio da maçonaria (operativa) alemã, consegue apoio político, abrigo e se refugia no castelo de Wartburg, em Eisenah, Alemanha. Protegido, deixa a barba crescer, para não ser reconhecido, e empreende sua luta pela tradução do Antigo e Novo testamentos, do original grego para o alemão. Martinho defendia que todas as pessoas tivessem acesso às escrituras sagradas, e não somente o clero, o que empolgava Frederico e as correntes filosóficas de apoio.

A Igreja Católica tinha a Maçonaria Protestante como voraz inimiga e a própria Maçonaria Católica também tinha aderido ao Movimento Iluminista e, consequentemente, à Reforma Protestante. Ela, a maçonaria, foi e sempre será a Grande Mãe abrigadora da diversidade cultural e intelectual do mundo. Aos olhos da Igreja Inquisitorial da Idade Média, pré Moderna e Moderna, a maçonaria seria formada por hereges tais como Jaques De Molay e seus templários, John Huss, Martinho Lutero, João Calvino e todos os outros protestantes, Henrique VIII e os anglicanos, Copérnico, Galileu Galilei e Giordano Bruno.

Em 1526 eclode o movimento dos príncipes e burgueses, defensores da Reforma. Surge então o nome Reforma Protestante. Todo simpatizante da reforma seria um protestante, contestador ou protestador contra o clero. No ano de 1530 a Reforma se espalha por toda a Europa. Em 1534 a Bíblia Sagrada é traduzida por Lutero e amplamente divulgada em alemão. Em 18 de fevereiro de 1546 morre o Grande Cavaleiro Martin Luther (Martinho Lutero) após finalmente ver sua obra divulgada e compreendida em outros países, como a Inglaterra, hoje de maioria protestante. Sua casa, o quarto no monastério, a sala onde trabalhou os textos sagrados, localizada no castelo de Wartburg (Alemanha), e o sofá onde faleceu, em Eisleben, são alvos constantes de visitação pública.

No Brasil, os primeiros cultos protestantes foram realizados dentro de templos maçônicos no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. O primeiro pastor batista brasileiro, Robert Porter Thomas, foi maçom e consagrado ao ministério da palavra em salão de loja maçônica em 12 de julho de 1880. A primeira Igreja Batista estabelecida no Brasil (10 de outubro de 1871) foi em Santa Bárbara (SP) com trabalho altivo do pastor e maçom Richard Ratcliff. O missionário e declarado maçom Salomão Luiz Ginsburg, missionário da Junta de Missões Estrangeiras de Richmond, editor da imensa obra Cantor Cristão (16 hinos), e tradutor de 102 hinos, foi o fundador, em São Fidélis (RJ), da Loja Maçônica Auxílio à Virtude, em 2 de fevereiro de 1894. No dia 27 de julho de 1894 funda a Igreja de Christo, chamada Batista. Segundo Salomão, outro pioneiro templo batista no Brasil foi o da Igreja Batista de Campos, edificado sob o seu pastorado, com a colaboração financeira de irmãos maçons, também na mesma época.

São João Batista, pelo seu exemplo e renúncia aos vícios do mundo profano romano é consagrado como padroeiro da maçonaria brasileira e de potência maçônica de outros países. O rei Salomão, pela sua sabedoria e vidência dadas por Deus é permanente objeto de estudo de maçons espalhados pela superfície do globo terrestre.


 
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