O Amapá e a bioeconomia

O 24º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, ocorrido nesta segunda-feira (18) em Belém do Pará, com a participação de nove governadores, é um marco histórico definitivo para a região Norte ao defender os fundamentos do correto caminho da sustentabilidade ambiental.   Nunca é demais lembrar que o Estado do Amapá de muito merece reconhecimento […]

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O 24º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, ocorrido nesta segunda-feira (18) em Belém do Pará, com a participação de nove governadores, é um marco histórico definitivo para a região Norte ao defender os fundamentos do correto caminho da sustentabilidade ambiental.

 

Nunca é demais lembrar que o Estado do Amapá de muito merece reconhecimento nacional e internacional por ser a região mais bem preservada do Brasil e uma das mais bem cuidadas do planeta, observação feita por amapaenses desde a Eco-92.

 

Para quem não lembra, a Eco-92 foi a primeira Conferência das Nações Unidas Sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, realizada aqui mesmo, no Brasil, no Rio de Janeiro, no período de 3 a 14 de junho de 1992.

 

Inicialmente o grande defensor da política de desenvolvimento sustentável no Amapá foi João Alberto Capiberibe, prefeito da cidade de Macapá no período de 1989 a 1992 e governador desta região no período de 1995 a 2002.

 

Hoje, o histórico pacto de governadores da Amazônia Legal, firmado em documento, no formato de Acordo de Cooperação, tem o objetivo de fomentar a chamada bioeconomia amazônica através da liberação de recursos para os arranjos produtivos locais ou cadeias produtivas. A grande sacada proposta é justamente usar as novas tecnologias disponíveis para a criação de serviços e produtos sustentáveis, com selo de qualidade, tais como alimentos, biocombustíveis, madeira certificada, medicamentos, etc…

 

Considerado um dos maiores entusiastas do tema, o governador Waldez Góes levanta uma bandeira tão urgente e necessária nestes tempos sombrios de pandemia, negacionismos e negacionistas, e principalmente em tempos de absurdas insanidades humanas praticadas contra o meio ambiente não só no Brasil como no mundo, no particular e no geral.

 

Outro documento, de fundamental importância, devidamente assinado pelos governadores, é o memorando de entendimento à cooperação alemã-GIZ e emergente/LEAF Coalition, uma união de forças mundiais que reúne Estados Unidos, Reino Unido e Noruega. A finalidade desta união internacional é oferecer financiamentos para projetos de combate ao desmatamento assim como a projetos focados na questão sustentável da conservação do meio ambiente. A assinatura do termo de cooperação técnica com as instituições deverá ocorrer na Conferência das Nações Unidas Sobre Mudanças Climáticas (COP-26), importante evento a ocorrer em novembro, na Escócia.

 

Todos esperamos que finalmente, ao final e ao cabo, o Amapá seja devidamente reconhecido, valorizado e respeitado, ocupando o lugar de destaque que certamente lhe compete aos olhos e ouvidos da comunidade mundial.

 

Que assim seja!


 
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