Wellington Silva

O lendário Bandeirantes


Diz-se que memória afetiva coletiva pode ser o álbum fotográfico de família, o grandioso Círio de Nazaré, nosso tradicional Marabaixo, o batuque, o carnaval, as velhas fotos com os amigos de juventude.

Tudo isto e muito mais, pode ser entendido como memória afetiva coletiva, pois que envolve todo um conjunto de lembranças, recordações de um povo, de um grupo social.

Nosso lendário e querido Bandeirantes, agora, parte integrante do Museu Residência do GEA, é exatamente a memória física afetiva desta região, pois que ele salvou vidas, resolveu diversos problemas, encurtou sensivelmente distâncias e afastou diversas vezes o perigo de morte de vários amapaenses que corriam risco eminente.

Adquirido no governo Annibal Barcellos, ainda na fase do extinto território federal do Amapá, esta aeronave turboélice, produzida pela Embraer, foi muito mais que providencial para uma insulada região como a nossa, quando tudo estava por fazer.

Mais que um simples governante, Barcellos era o tipo de homem de poucas palavras, porém, de atitude, SEMPRE à frente de seu tempo!

Comandante Barcellos tinha a rara capacidade de visualizar o futuro, de medir o futuro, como um visionário. Detectava as necessidades e imediatamente providenciava as soluções urgentes mais que necessárias.

A aquisição do avião Bandeirantes foi apenas mais uma rápida e urgente decisão sua diante das agravantes situações de carência e de quase isolamento territorial de algumas regiões do Amapá.

Diversas decisões administrativas, importantes decisões administrativas foram tomadas em curto tempo em diversas regiões graças a este lendário avião, ele que sempre cumpria com tranquilidade a sua missão, tudo sob os cuidados do conhecido aviador, Comandante Carlão.

Particularmente, ainda chegamos a viajar algumas vezes neste lendário avião, durante o primeiro mandato do governador Waldez Góes, à serviço da Comunicação do governo amapaense, acompanhado dos colegas de labuta cinegrafista Leonai Sampaio e fotógrafos Sal Lima e Ita Nascimento.

É memória que fica, história que se registra, no tempo e o vento, para toda a comunidade amapaense.