Wellington Silva
O Papa, a humanidade e a inteligência artificial

Percebo uma certa inércia nos meios de comunicação e no mundo livre sobre tema tão controverso e perturbador:
A inteligência artificial, e seus avanços tecnológicos!
Particularmente, considero uma boa, uma ótima mesmo, os avanços tecnológicos gerados para computadores, o celular, sistemas GPS de observação e de localização, a mecânica robótica à serviço da medicina para delicadas cirurgias e a incrível capacidade de comunicação, leitura e armazenamento de memória que um simples celular pode dispor ao seu usuário.
Tudo isto é muito incrível, mas, concordando integralmente com o Papa Leão XIV, TAMBÉM considero extremamente perigoso e perturbador imaginar um super cérebro artificial comandando sistemas, a estrutura robótica de uma fábrica, de uma empresa, em substituição a capacidade humana de raciocínio.
Já imaginaram robôs e estruturas mecanizadas programadas a um sistema único, decidindo o destino de um ambiente de trabalho, alijando pessoas de um espaço que outrora, por anos, fora seu ambiente de trabalho?
Este deslumbramento com os avanços tecnológicos, e porque não dizer também financeiros, podem fatalmente colocar em risco empregos, a renda e a sobrevivência de milhares e milhares de trabalhadores, de milhares e milhares de famílias.
Eis a grande preocupação do Papa e de milhares e milhares de pessoas, no mundo todo!
Portanto, pensar com consciência social e humanismo é essencial, principal e fundamental neste delicado momento de “progresso” que o mundo atravessa.
Este futuro triste e sombrio, apenas com um clic, pode dar um xeque-mate mortal no mundo do trabalho!
Tal futuro pode significar, muito em breve, o sepultamento destes espaços de trabalho atualmente e ainda ocupados pela inteligência e sensibilidade humana.
O protagonismo da inteligência artificial sobrepondo a inteligência e a sensibilidade humana pode ser o Day After (O Dia Seguinte) ou o ponto final deste drama científico, com resultados catastróficos para a sociedade.
Este cenário sombrio nos faz relembrar o grande clássico da ficção científica, I Robot (Eu, Robô), de Isaac Asimov, lançado em 1.950.
I Robot (Eu, robô) é um conjunto de nove contos com narrativas que relatam a evolução dos autômatos, através do tempo, onde são apresentadas as célebres Leis da Robótica. Nos nove contos, interligados entre si, figuram os primeiros autômatos, incapazes de falar. Depois surgem os robôs super inteligentes, aptos a tomar decisões que podem afetar para melhor ou para pior a vida humana na Terra.
Neste ponto final, como sinal de alerta fico com os cenários surrealistas de nosso genial artista plástico, Ivan Amanajás, ele que de muito vem alertando em suas telas sobre como será este mundo sombrio e assustador, dominado pela inteligência artificial.