O teatro do absurdo na ONU

Se Antonin Artoud (1896-1948) tivesse nascido na data de seu falecimento e ainda estivesse vivo com certeza teria um script prontinho como formato ideal para o seu teatro do absurdo ou da crueldade: Bolsonaro na ONU! E nós, brasileiros, quão desolada e boquiaberta plateia, altamente corada de vergonha perante o mundo, vítimas da tragédia anunciada […]

Compartilhe:

Se Antonin Artoud (1896-1948) tivesse nascido na data de seu falecimento e ainda estivesse vivo com certeza teria um script prontinho como formato ideal para o seu teatro do absurdo ou da crueldade:

Bolsonaro na ONU!

E nós, brasileiros, quão desolada e boquiaberta plateia, altamente corada de vergonha perante o mundo, vítimas da tragédia anunciada de uma insensatez verbal, impulsiva, fora da razão, completamente fora de esquadro, assistimos à representação nacional do Brasil na ONU como um teatro do absurdo.

O presidente falou na ONU de um país que com certeza não é o Brasil. Pode até ser o imaginário ou a concepção daquilo que absurdamente ele e seus seguidores acham que deve ser dito, mas, em verdade, as provas, documentos, dados científicos e estatísticos, mostram que o “discurso” não é o espelho de nosso sofrido Brasil varonil.

A CPI da Pandemia já apresentou diversas provas através de documentos, escutas telefônicas, testemunhos, confrontação de dados, etc, evidenciando o grau de corrupção e de total falta de respeito com a vida humana a que autoridades do Planalto Central do Brasil já chegaram. E neste “andor” de denúncias, apurações, comprovações, cada vez mais se avolumam fatos, investigações, análise de documentos e depoimentos, etc. E ainda existem fatos outros a serem apurados!

Mas, o que mais deixou boquiaberta a plateia de líderes mundiais, a imprensa mundial e nacional, e brasileiros, no geral, foi o fato de Bolsonaro, como negacionista “implícito e explícito”, insistir em sua absurda fala, e desta vez na ONU, a condenar o isolamento e o distanciamento social decretado por governadores durante a pandemia e defender o uso da tal cloroquina para a Covid-19, medicação nada recomendável pela Organização Mundial da Saúde.

E, como se não bastasse tudo isso, Bolsonaro condenou e se mostrou contra o chamado Passaporte Covid, documento a atestar que o usuário é saudável e obviamente não é um agente de contaminação.

Os incendiários aquecedores do clima, destruidores de florestas, matas, dos animais, áreas de cerrado, precisam e devem ser rigorosamente punidos não só no Brasil como no resto do mundo. Portanto, urge que a Organização das Nações Unidas tome medidas drásticas, severas, contra todos os incendiários aquecedores do clima, destruidores de florestas e de animais, e os poluidores de rios e nascentes.

Hoje, todos bem sabemos e temos clara consciência de que o único caminho racional para a conservação do meio ambiente, no mundo, é o desenvolvimento sustentável, lógico, racional, do meio ambiente. Se assim não for feito, e se logo não criarem ou colocarem em prática rígidas normas jurídicas regionais e mundiais em defesa do meio ambiente, da biodiversidade, em pouco tempo e em muito diminuirão as florestas, matas virgens, rios, nascentes e animais. Evidentemente ocorrerá o aquecimento anual do clima. A poluição anual crescente de rios e nascentes fatalmente levará a miséria e a graves problemas de saúde diversas comunidades tradicionais e ribeirinhas. Será um caos ambiental e social!

Enquanto isso, no Brasil, diante de todos os fatos e provas apresentadas pela CPI da Pandemia, o Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, mostra-se cada vez mais inclinado a apoiar o impedimento do presidente, assim como parte considerável do Senado Federal.

Ninguém aguenta mais este teatro do absurdo!


 
Compartilhe: