O túmulo perdido de Jesus

O que teria na verdade acontecido ao Divino Mestre, após a crucificação? Achados arqueológicos antigos, encontrados em meados dos anos 80 no bairro de Talpiot, na Jerusalém Oriental, vem desencadeando acirrado debate arqueológico e teológico, nestes últimos anos. O centro da discussão reside no fato da descoberta de artefatos com antigas inscrições. Tais inscrições levam […]

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O que teria na verdade acontecido ao Divino Mestre, após a crucificação?

Achados arqueológicos antigos, encontrados em meados dos anos 80 no bairro de Talpiot, na Jerusalém Oriental, vem desencadeando acirrado debate arqueológico e teológico, nestes últimos anos.

O centro da discussão reside no fato da descoberta de artefatos com antigas inscrições. Tais inscrições levam pesquisadores a sugerir que Jesus de Nazaré casou-se com Maria Madalena e teve um filho, descartando assim a sua ressurreição. O assunto é polêmico, divide opiniões, mas tem caráter eminentemente científico para descortinar brumas do tempo de um passado bem interessante a humanidade. Trata-se do mais atual e significativo estudo do momento com base nas mais significativas relíquias cristãs da época de Jesus. O estudo pode até ser negado por teólogos e céticos radicais, acusando pesquisadores de interpretação errônea e precipitada especulação, contudo, jamais pode ser ignorado pela comunidade científica e por livres pensadores.

Mas o que são na verdade esses achados arqueológicos?

Caixas de ossos, com uma série de inscrições. Em seu interior, restos mortais, pura matéria óssea. As pesquisas dizem provavelmente ser de Jesus de Nazaré. Outra caixa de ossos, também encontrada em Talpiot, pode ter pertencido a Maria Madalena, enquanto que a seguinte, traz a inscrição:

“Judá, filho de Jesus”

Em 1980, dez ossários são descobertos e desenterrados em Talpiot, mas, apenas nove permaneceram intactos. Na época, arqueólogos argumentaram que o décimo era apenas uma caixa simples e quebrada, e por não ter nenhum valor científico de estudo, jogaram-na fora. Isso provocou perguntas e teorias da conspiração, tais como o ossário de Tiago era o décimo, e teria propositalmente desaparecido.

De pensar que tudo começou em 1980 após a descoberta de um antigo túmulo localizado em um canteiro de obras no bairro de Talpiot. Após as pesquisas, surge um documentário, visto em boa parte mundo, intitulado The Lost Tombo of Jesus (O Túmulo Perdido de Jesus), produzido por James Cameron (Titanic) e roteirizado por Simcha Jacobovici, exibido no Discovery Channel, pela primeira vez em 2007. O incrível nesta história toda é o fato das entranhas da própria terra Santa vir revelando ao mundo segredos escondidos de antiguidades bem controversas. E o conhecido geólogo de Jerusalém, Aryeh Shimron, afirma:

“Pode ser um túmulo da família de Jesus de Nazaré, sua esposa Maria Madalena e seu filho Judá, além de Maria e Tiago, irmão de Cristo e filho de José.”

Alguns céticos e teólogos dizem que na época do Cristo existiu vários Jesus, madalenas, judás e tiagos, descartando assim as teorias de Shimron.

Aryeh Shimron acredita ter estabelecido uma relação entre os achados como resultado de uma pesquisa séria. Para ele, todo o acervo somente reforça argumentos para sua tese científica. E eu particularmente creio que o gênio Leonardo da Vinci não inseriu Maria Madalena na Santa Ceia à toa, ao lado do Divino Mestre, com a cabeça posta em seu ombro esquerdo. Da Vinci, além de gênio, dizem estudiosos, tinha envolvimento com sociedade esotérica.

Pergunto: Em que isso diminui a minha, a sua e a nossa fé no Divino Mestre? Para mim, em nada, absolutamente nada. E que venham novas revelações no campo da pesquisa arqueológica.

 


 
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